Justiça

STF torna policiais réus em novo desdobramento do Caso Marielle

A maioria da Primeira Turma decidiu abrir uma ação penal sobre obstrução de justiça

STF torna policiais réus em novo desdobramento do Caso Marielle
STF torna policiais réus em novo desdobramento do Caso Marielle
O delegado Rivaldo Barbosa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta quinta-feira 21, para tornar réus três acusados de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

Votaram por receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino. Resta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia. O julgamento ocorre no plenário virtual e termina nesta sexta-feira 22.

Com a decisão do colegiado, passarão a responder a uma ação penal por associação criminosa e obstrução de justiça o ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros.

Segundo a PGR, os acusados agiram para desaparecer com provas, incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e dos executores do assassinato.

Em fevereiro deste ano, o STF condenou os cinco réus acusados de serem os mandantes da execução de Marielle e Anderson: os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto.

No novo processo sobre obstrução, a Corte ainda está na etapa de avaliar se há indícios mínimos de autoria e materialidade. Com a conclusão de que esses requisitos estão preenchidos, haverá o início da ação penal, ao fim da qual os ministros condenarão ou absolverão os réus.

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