Justiça
Roberto Jefferson pede ao STF que tire investigação das mãos de Moraes
O pedido vem dois dias depois de o ministro ter negado prisão domiciliar ao ex-deputado
A defesa de Roberto Jefferson requereu ao Supremo Tribunal Federal que a investigação envolvendo o político seja reencaminhado a primeira instância da Justiça.
Os advogados que representam o ex-deputado alegam que o declínio da competência do STF para analisar o caso já foi admitido pela Corte.
Caso seja deferido, o processo deixará de ser relatado pelo ministro Alexandre de Moraes e passará a tramitar na Justiça Federal do Distrito Federal.
“O que se evidencia é uma pecha individual com o ora Peticionário, haja vista que o Magistrado centraliza todo o escopo processual penal, que diz respeito ao ora Peticionário em suas próprias mãos, mesmo quando absolutamente incompetente, e mesmo quando essa incompetência já tenha sido sacramentada por seus pares em Sessão Plenária, de forma UNÂNIME, acompanhando o próprio voto de Vossa Excelência, no particular”, cita a defesa.
O pedido foi protocolado dois dias depois de Moraes negar que o ex-deputado cumprisse prisão preventiva em regime domiciliar.
No início de junho, Moraes autorizou a transferência do bolsonarista para o Hospital Samaritano, na capital fluminense, onde está internado desde então.
Jefferson está preso desde outubro do ano passado, quando atirou e lançou granadas em policiais que cumpriam uma ordem de prisão contra ele, no interior do Rio de Janeiro.
O mandado de prisão foi autorizado no bojo da ação que investiga atos antidemocráticos, após o ex-deputado violar restrições da prisão domiciliar.
Enquanto esteve em casa, Jefferson conseguiu comprar e registrar uma carabina, uma pistola e pelo menos 150 cartuchos de munição. Uma das armas, a pistola, foi adquirida em dezembro de 2021, numa loja em Brasília.
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