Justiça

Presidente da Unafisco é ouvido pela Polícia Federal como investigado

O líder da entidade deu uma série de declarações nos últimos dias criticando a operação da PF que mirou servidores do Fisco

Presidente da Unafisco é ouvido pela Polícia Federal como investigado
Presidente da Unafisco é ouvido pela Polícia Federal como investigado
Audiência Pública - Tema: Operacionalização do IBS e o Processo Administrativo Fiscal. Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kleber Cabral - Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira 20, após se tornar investigado no inquérito das fake news em razão de críticas ao Supremo Tribunal Federal. A oitiva ocorreu de forma virtual e durou pouco mais de uma hora. A apuração tramita sob sigilo na Corte, e a entidade não quis se pronunciar sobre o conteúdo do depoimento.

O sindicalista foi incluído no inquérito por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Cabral recebeu a intimação da PF na véspera da oitiva, mas o documento não informava qual o objetivo do depoimento nem a qual procedimento ele estaria relacionado. Também não se sabia qual a condição do dirigente, se investigado ou testemunha.

Em entrevista à GloboNews na quarta-feira 18, o presidente da Unafisco disse que provoca mais temor aos servidores da Receita investigar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital do que o tribunal. Cabral criticou a operação da PF que mirou servidores do Fisco acusados de vazar dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares. “Hoje é menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades”.

Ao jornal O Globo, por sua vez, o dirigente avaliou que a operação foi desproporcional. “A nossa leitura é que tem um certo método, era para dar um falso positivo, criar um discurso de vítima de que o STF foi atacado. A nossa percepção é que o objetivo é intimidatório porque as medidas foram muito desproporcionais”, afirmou.

No dia da batida policial, a entidade já havia divulgado nota na qual afirmou ver precipitação por parte do STF no caso. “Não é a primeira vez que, diante de alegações de vazamento, medidas de afastamento e restrições são adotadas antes da conclusão técnica dos fatos”. A Unafisco também apontou que a categoria poderia estar sendo usada novamente como “bode expiatório” para conter crises políticas e institucionais.

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