Justiça
MP do Rio investiga operação que deixou 10 mortos na Penha
A apuração tramita sob sigilo
O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma investigação, na quinta- feira 3, para apurar as dez mortes ocorridas durante a operação policial no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro.
A apuração do MP tramita sob sigilo. Sob a responsabilidade da promotoria, será realizado o controle externo da atividade policial e, ao fim das investigações, deve ser publicado um parecer independente sobre o caso.
A operação conjunta das polícias Militar e Civil deflagrada na última quarta-feira 2, tinha como objetivo prender chefes do Comando Vermelho, maior facção criminosa do estado.
Entre os mortos, dois suspeitos foram identificados como líderes das comunidades do Juramento, Fiel e da Chatuba, Du Leme. Dos 10 mortos, três não tinham nenhuma anotação criminal que os ligassem a organização criminosa.
Outras cinco pessoas foram baleadas, segundo Secretaria Estadual de Saúde, e estão internadas em estado estável. Entre elas, dois policiais militares.
Uma das suspeitas é de que os agentes policiais não usaram as câmeras corporais durante a ação, contrariando ordem do Estado. Para apurar o caso, o governador Claudio Castro determinou a abertura de uma sindicância.
A região, Vila Cruzeiro, já foi alvo de uma das operações mais letais da história do estado, com 25 mortos em maio de 2022.
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