Justiça

Moraes vota para condenar mais 29 participantes do 8 de Janeiro

Até o momento, a Corte condenou 30 pessoas que participaram dos atos antidemocráticos em Brasília

Moraes vota para condenar mais 29 participantes do 8 de Janeiro
Moraes vota para condenar mais 29 participantes do 8 de Janeiro
Ação golpista em Brasília em 8 de janeiro. Foto: Ton Molina/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou pela condenação de mais 29 réus acusados de envolvimento nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro, em Brasília. O voto foi inserido no sistema eletrônico do tribunal na madrugada desta sexta-feira 15.

O relator das ações estipulou aos bolsonaristas penas que variam de 14 a 17 anos de prisão, além de multa por danos morais coletivos no montante de 30 milhões de reais. 

Os acusados respondem pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. 

O julgamento acontece no plenário virtual e os demais ministros têm até o dia 5 de fevereiro para apresentar os seus votos. Até aqui, nenhum outro membro do STF adicionou sua posição no julgamento.

Na semana passada, o STF aprovou uma mudança do regimento interno para que as ações penais originárias, como é o caso dos procedimentos envolvendo o 8 de Janeiro, sejam julgadas de forma presencial pelas turmas da Corte.

A decisão, no entanto, valerá apenas para aquelas ações que tiverem início após a publicação da alteração do regimento, o que não afeta, portanto, o julgamento dos bolsonaristas que tentaram dar um golpe de Estado e depredaram os prédios públicos da capital federal. 

Até o momento, o STF condenou 30 pessoas que participaram dos atos golpistas em Brasília. As penas aplicadas variam de 3 a 17 anos de prisão.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo