Justiça

Moraes manda soltar 12 pessoas presas em acampamentos golpistas no Norte do Brasil

Eles foram presos no dia 9 de janeiro em quartéis do Acre e do Pará; soltura prevê uso de tornozeleira eletrônica

Moraes manda soltar 12 pessoas presas em acampamentos golpistas no Norte do Brasil
Moraes manda soltar 12 pessoas presas em acampamentos golpistas no Norte do Brasil
O ministro Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF)
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar 12 pessoas que foram detidas no dia 9 de janeiro em acampamentos em frente a quartéis do Exército em Rio Branco, no Acre, e Belém, no Pará. A soltura foi determinada na noite desta quinta-feira.

Ao analisar o pedido de soltura feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes entendeu a investigação relacionada aos acusados não tem relação com o processo que está no Supremo e apura os atos golpistas em Brasília. Para o ministro, os acusados devem ser processados pela Justiça Federal localizada em suas cidades.

Em substituição à prisão preventiva, o ministro determinou que os 12 investigados deverão usar tornozeleira eletrônica. Outras medidas como o comparecimento semanal à Justiça e entrega de passaportes também foram tomadas por Moraes. Os 12 golpistas soltos nesta quinta-feira não poderão, também, usar redes sociais e terão o porte de armas suspensos.

Para justificar o pedido de soltura, a PGR argumentou que os investigados são acusados da prática do crime de incitação de animosidade das Forças Armadas contra os poderes constitucionais, cuja pena máxima é inferior a 4 anos de prisão, não sendo cabível a prisão preventiva, que poderia ser substituída por cautelares.

Leia a íntegra da decisão:

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O caso guarda semelhanças com os julgados pela Suprema Corte. Nesta quinta, o STF formou maioria para tornar réus mais 200 denunciados pelas ações do 8 de Janeiro em Brasília. Na semana passada, 100 denuncias feitas pela PGR já foram acatadas pelos ministros. Só Kassio Nunes Marques e André Mendonça apresentaram discordância.

(Com informações de Agência Brasil)

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