Justiça
Moraes manda PGR analisar dados de Wassef no caso das joias de Bolsonaro
A PF identificou ‘eventos fortuitos’ nos aparelhos do advogado que devem ser ‘formalizados em procedimento apartado’
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República analise o relatório final da Polícia Federal em relação a Frederick Wassef no caso das joias sauditas do governo de Jair Bolsonaro (PL).
A PF concluiu pelo indiciamento de Wassef. Em 4 de março, porém, a PGR recomendou o arquivamento do inquérito, sob o argumento de ausência de uma lei clara sobre o tema.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a regra atual prevê apenas a destinação de documentos e não trata especificamente dos itens recebidos por Bolsonaro, entre eles colares com pedras preciosas, esculturas de metais nobres e relógios de luxo.
A investigação indicou que Bolsonaro tentou vender joias recebidas de autoridades estrangeiras com o apoio de aliados enquanto era presidente. Entre os acusados de integrar o suposto esquema está Wassef, advogado do ex-capitão à época dos fatos.
A PF identificou, ao periciar materiais de Wassef, “eventos fortuitos” que devem “ser formalizados em procedimento apartado”.
Embora a PGR já tenha defendido o arquivamento do caso, Moraes entendeu que, como não há um parecer do órgão sobre o material encaminhado pela PF, cabe uma manifestação a respeito das novas informações.
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