Justiça
Moraes autoriza prisão domiciliar ao pastor Márcio Poncio e impõe medidas cautelares
A decisão se baseou no estado de saúde do investigado; o empresário terá de usar tornozeleira eletrônica
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a soltura do pastor e empresário Márcio Poncio e autorizou a substituição da prisão preventiva pela domiciliar.
A decisão se baseou no estado de saúde do investigado. Um relatório médico anexado ao processo pela defesa de Poncio, subscrito pelo médico Carlos Walter Sobrado Júnior, Coordenador do Ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais da Disciplina de Coloproctologia da Universidade de São Paulo, indica que Poncio é portador, desde 2013, de retocolite ulcerativa grave, enfermidade inflamatória intestinal crônica, imunomediada, progressiva e sem cura conhecida.
Acrescentou que, à época, o pastor foi submetido a uma ma cirurgia de proctocolectomia total com bolsa íleo-anal, procedimento no qual foram retirados o intestino grosso e o reto do ora agravante. A justificativa é a de que seu quadro clínico carece de cuidados específicos.
Moraes, contudo, determinou o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Poncio também fica proibido de se comunicar com outros investigados, bem como de utilizar as redes sociais. Também foi determinada a suspensão imediata de porte de arma de fogo e certificado de registro como CAQ (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). O pastor deve ainda entregar seus passaportes à Justiça é só pode receber visutas de seus advogados.
A operação que prendeu Marcio Poncio também teve como alvos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), ambos já presos.
Segundo a Polícia Federal, esta etapa da investigação busca aprofundar os indícios de lavagem de dinheiro atribuídos ao grupo liderado por Adilsinho e apurar uma possível extensão do esquema envolvendo integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo. Poncio é suspeito de ligação com o esquema atribuído à chamada “Máfia do Cigarro”, cuja liderança é atribuída pela PF a Adilsinho.
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