Justiça

Lula deve deixar nova indicação de Messias ao STF para depois das eleições

A relação entre o petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda é um obstáculo

Lula deve deixar nova indicação de Messias ao STF para depois das eleições
Lula deve deixar nova indicação de Messias ao STF para depois das eleições
Jorge Messias em sabatina na CCJ do Senado, em 29 de abril de 2026. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O presidente Lula (PT) tende a adiar para depois das eleições a nova indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo aliados do AGU, a relação entre o petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda é um problema.

A avaliação no entorno de Messias é que a tramitação de nove “pautas-bomba” no Senado funciona como um sinal de que Alcolumbre não está disposto a estreitar a articulação com o Palácio do Planalto. Mais cedo nesta quarta-feira 15, o governo e a Câmara dos Deputados fecharam um acordo para enterrar uma dessas matérias aprovadas pelo Senado: a que trata de dívidas rurais, com custo estimado de até 140 bilhões de reais em 13 anos.

Esse acordo pegou mal na presidência do Senado, e a expectativa no Palácio do Planalto é por uma “retaliação” de Alcolumbre. O próximo movimento é uma incógnita.

Com a nova indicação de Messias, Lula poderá levar até quatro ministros à Suprema Corte até 2030, caso seja reeleito em outubro.

O decano Gilmar Mendes pode ficar  no cargo até dezembro de 2030. Cármen Lúcia deixará o posto até abril de 2029, enquanto Luiz Fux se despedirá em abril de 2028. Além deles, uma quarta vaga ficou disponível com a aposentadoria antecipada de Luis Roberto Barroso, no ano passado.

Se Lula for reeleito, o STF passará a ser composto por oito ministros indicados em gestões do PT, restando apenas a indicação de Alexandre de Moraes, feita por Michel Temer (MDB), e as de Nunes Marques e André Mendonça, obra de Jair Bolsonaro (PL).

Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a corrida presidencial, a composição da Corte passará a contar com seis ministros indicados por ele e quatro indicados pelos governos de Lula e Dilma Rousseff (PT).

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