Justiça
Lula deve deixar nova indicação de Messias ao STF para depois das eleições
A relação entre o petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda é um obstáculo
O presidente Lula (PT) tende a adiar para depois das eleições a nova indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo aliados do AGU, a relação entre o petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda é um problema.
A avaliação no entorno de Messias é que a tramitação de nove “pautas-bomba” no Senado funciona como um sinal de que Alcolumbre não está disposto a estreitar a articulação com o Palácio do Planalto. Mais cedo nesta quarta-feira 15, o governo e a Câmara dos Deputados fecharam um acordo para enterrar uma dessas matérias aprovadas pelo Senado: a que trata de dívidas rurais, com custo estimado de até 140 bilhões de reais em 13 anos.
Esse acordo pegou mal na presidência do Senado, e a expectativa no Palácio do Planalto é por uma “retaliação” de Alcolumbre. O próximo movimento é uma incógnita.
Com a nova indicação de Messias, Lula poderá levar até quatro ministros à Suprema Corte até 2030, caso seja reeleito em outubro.
O decano Gilmar Mendes pode ficar no cargo até dezembro de 2030. Cármen Lúcia deixará o posto até abril de 2029, enquanto Luiz Fux se despedirá em abril de 2028. Além deles, uma quarta vaga ficou disponível com a aposentadoria antecipada de Luis Roberto Barroso, no ano passado.
Se Lula for reeleito, o STF passará a ser composto por oito ministros indicados em gestões do PT, restando apenas a indicação de Alexandre de Moraes, feita por Michel Temer (MDB), e as de Nunes Marques e André Mendonça, obra de Jair Bolsonaro (PL).
Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a corrida presidencial, a composição da Corte passará a contar com seis ministros indicados por ele e quatro indicados pelos governos de Lula e Dilma Rousseff (PT).
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