Justiça
Justiça marca o júri popular de PRFs que torturaram Genivaldo em câmara de gás
O julgamento ocorrerá no Fórum da Justiça Federal em Aracaju e deve durar seis dias. O crime aconteceu no interior de Sergipe, em maio de 2022
Os três policiais rodoviários federais responsáveis pela morte de Genivaldo Santos, homem negro asfixiado no porta-malas de uma viatura da PRF no interior de Sergipe, vão a júri popular em 26 de novembro. A data foi marcada pela Justiça Federal nesta terça-feira 22.
William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento respondem por homicídio triplamente qualificado e tortura-castigo, cujas penas, somadas, podem chegar a 40 anos de prisão. O julgamento ocorrerá no Fórum da Justiça Federal em Estância, no interior do estado, e deve durar seis dias.
Genivaldo morreu em decorrência de asfixia e insuficiência respiratória após ser trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à exposição de gás lacrimogêneo. O caso aconteceu em 25 de maio de 2022.
A vítima foi abordada pelos policiais quando pilotava a motocicleta da irmã sem capacete. Levado ao chão, teve as mãos algemadas e os pés amarrados com fitas. Também foi alvo de rasteira e chutes, em meio a xingamentos. Depois, Genivaldo foi imobilizado por dois agentes que colocaram os joelhos sobre seu tórax.
Já no porta-malas da viatura, ele foi obrigado a inalar gás lacrimogêneo. Nas gravações da cena, é possível ver fumaça escapando do veículo enquanto a vítima tentava deixar o compartimento.
A definição do julgamento ocorre dias após o juiz federal Pedro Esperanza Sudário condenar a União ao pagamento de 1 milhão de reais em indenização aos familiares de Genivaldo.
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