Justiça
Justiça mantém decisão de levar caso Marielle a júri popular
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora, negam crime e tentavam reverter decisão de março
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão de levar a júri popular o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, acusados de matar Marielle Franco e Anderson Gomes. A decisão foi tomada por unanimidade, em videoconferência nesta segunda-feira 9.
Os advogados dos acusados haviam entrado com um recurso para reverter a decisão de março do ano passado. Eles estão presos há dois anos, no presídio federal de Porto Velho, e são réus por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e sem dar chance de defesa às vítimas.
A defesa dos PMs questionou as provas apresentadas pelo Ministério Público e argumentou que uma das testemunhas, não ouvida em juízo, afirmou que o autor do disparo de arma de fogo contra o carro de Marielle era uma pessoa negra.
Já a defesa de Marielle e Anderson afirma que as provas obtidas pelo Ministério Público e pela Delegacia de Homicídios da Capital não deixam dúvidas sobre quem atirou contra a vereadora.
O mandante do crime ainda não foi descoberto. No mês que vem, o assassinato completará três anos.
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