Justiça

Justiça decreta prisão preventiva de acusado de atacar sede do Porta dos Fundos

Eduardo Fauzi havia sido capturado na Rússia por agentes da Interpol no início de setembro

Justiça decreta prisão preventiva de acusado de atacar sede do Porta dos Fundos
Justiça decreta prisão preventiva de acusado de atacar sede do Porta dos Fundos
Eduardo Fauzi, acusado de envolvimento no atentado contra o Porta dos Fundos. Foto: Reprodução
Apoie Siga-nos no

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou a prisão preventiva de Eduardo Fauzi Richard Cerquise, de 41 anos, denunciado pelo Ministério Público (MP-RJ) por envolvimento em um atentado com coquetéis molotov contra o prédio do canal Porta dos Fundos, em 24 de dezembro de 2019, no bairro carioca do Humaitá.

Ele havia sido preso na Rússia em 4 de setembro, por agentes da Interpol. Fauzi fugiu para o país em 29 de dezembro, após a abertura de investigações baseadas em gravações de 50 câmeras de monitoramento. Uma das câmeras flagrou o momento em que ele desceu do veículo utilizado para fuga depois dos ataques.

De acordo com a acusação, Fauzi teria assumido, com a ação, o risco de matar o vigilante do prédio. O Ministério Público argumenta que a vítima só não morreu porque teve pronta reação, controlando o incêndio e fugindo do imóvel.

Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, o juiz Alexandre Abrahão, da 3ª Vara Criminal do Rio, considerou que o delito foi praticado por motivo fútil, decorrente de discordância em relação ao conteúdo artístico do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, que retratou Jesus Cristo como um homem gay.

Além disso, o juiz considerou que há indícios mínimos de que Fauzi cometeu o crime, com base no relato da vítima e de testemunhas. A prisão preventiva, portanto, foi decretada para prevenir o risco à ordem pública caso o acusado seja mantido em liberdade, diz o TJ-RJ.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo