Justiça
Fux valida o acordo entre Janones e PGR para encerrar o caso da rachadinha
O deputado pagará 131,5 mil reais à Câmara, como reparação do dano causado, além de uma multa de 26,3 mil reais
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux homologou, nesta terça-feira 19, o acordo de não persecução penal firmado entre a Procuradoria-Geral da República e o deputado federal André Janones (Avante-MG) para encerrar uma investigação sobre prática de “rachadinha” em seu gabinete.
O caso envolvia, em tese, o crime de peculato, em razão de o deputado ter desviado, em proveito próprio, recursos públicos da Câmara destinados ao pagamento de assessores.
Segundo os termos do acordo, Janones admitiu expressamente que em 2019 solicitou a Mario Celestino da Silva Júnior, um de seus assessores, que providenciasse um cartão de crédito adicional para pagar despesas pessoais, sem reembolsá-lo.
O ANPP prevê que Janones pagará 131,5 mil reais à Câmara, como reparação do dano causado, além de uma multa de 26,3 mil reais. Ele terá de desembolsar 80 mil reais de uma só vez e poderá quitar os 77,8 mil restantes em 12 parcelas.
Janones também não poderá cometer outro crime enquanto cumprir o acordo — do contrário, o acerto perderá a validade.
“Verifico terem sido atendidos os pressupostos legais para celebração do acordo, tendo em vista não ser o caso de arquivamento, ter o investigado confessado formal e circunstancialmente a prática da infração, executada sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a quatro anos, não incidindo nenhum dos impedimentos previstos”, escreveu Fux.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Saiba como será o rito do STF para julgar a denúncia contra Bolsonaro
Por CartaCapital
STF perdoa a pena de condenado por tráfico privilegiado
Por CartaCapital
STF marca o julgamento da denúncia contra o ‘núcleo 2’ da trama golpista; veja os alvos
Por CartaCapital



