Justiça

Flávio comprou salas com dinheiro que não passou por contas bancárias, diz site

Para investigadores, uso frequente de dinheiro vivo é uma forma de ocultar a origem dos recursos, supostamente ilícita

Flávio e o pai. Foto: Mauro Pimentel / AFP

 Flávio e o pai. Foto: Mauro Pimentel / AFP
Flávio e o pai. Foto: Mauro Pimentel / AFP Flávio e o pai. Foto: Mauro Pimentel / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) comprou 12 salas comerciais no Rio de Janeiro com dinheiro que não teria passado por nenhuma de suas contas bancárias.

De acordo com o portal UOL, a informação consta na denúncia protocolada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) no Órgão Especial do  Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) contra o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, investigadores apontam que o senador usou 300 mil reais para dar entrada nas salas e pagar o financiamento desses imóveis. O MP-RJ, de acordo com o texto, relata o uso de dinheiro vivo, cheques de terceiros e boletos bancários.

As salas ficariam no Barra Prime Offices, centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, área nobre na zona oeste da capital fluminense.

Para o MP, o uso frequente de dinheiro vivo é uma forma de ocultar a origem dos recursos, supostamente ilícita. Já as transações com imóveis são apontadas como uma forma de lavagem de dinheiro, integralizando parte do valor desviado ao patrimônio formal de Flávio.

Participação da esposa

O senador e a esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, receberam, entre abril de 2014 e agosto de 2018, 295,5 mil reais em dinheiro vivo, por meio de 146 depósitos “sem origem conhecida”, para pagar parcelas de um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

O MP apontou a informação na denúncia oferecida ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

O documento reúne o resultado da investigação sobre o esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio  na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando ainda era deputado.

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