Justiça

Dino pede destaque e suspende o julgamento sobre acordos de leniência da Lava Jato

O julgamento precisará ser reiniciado no plenário físico do Supremo

Dino pede destaque e suspende o julgamento sobre acordos de leniência da Lava Jato
Dino pede destaque e suspende o julgamento sobre acordos de leniência da Lava Jato
O ministro Flávio Dino, em sessão da Primeira Turma do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque no julgamento sobre os acordos de leniência da Lava Jato. Com isso, o debate que estava no plenário virtual e seria encerrado nesta sexta-feira 5 deverá passar para o plenário físico.

Esta é a segunda vez que Dino interrompe o julgamento. Ele já havia feito um pedido de vista em agosto deste ano. A retomada do tema pelo STF não tem data definida para acontecer. Cabe ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, definir o novo cronograma.

Relembre o caso

Os autores – PSOL, PCdoB e Solidariedade – questionam a forma que os acordos de leniência na operação foram fechados e pedem que seja declarado o ‘estado de coisas inconstitucionais’.

O principal argumento é que a disputa entre órgãos do Estado para fechar os termos provocou insegurança jurídica, forçando as empresas a assinar vários acordos sobre os mesmos fatos. Diante do cenário, o grupo também solicita que o STF defina a Controladoria-Geral da União como o órgão principal para a celebração e o controle desses acordos.

O relator do processo é o ministro André Mendonça, que acatou parcialmente o pedido feito na ação. Ele rejeitou declarar ‘estado de coisas inconstitucionais’, mas reconheceu a necessidade de estabelecer regras claras para garantir a legalidade e a coerência do sistema.

No plenário virtual, ele havia sido acompanhado por Luís Roberto Barroso (aposentado) e Kassio Nunes Marques.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo