Com ironia no Twitter, Weintraub chancela violência contra estudantes

O ministro da educação compartilhou publicação que chama integrantes da UNE de vagabundos; no vídeo, estudantes são agredidos pela PM

Com ironia no Twitter, Weintraub chancela violência contra estudantes

Educação

O ministro da educação Abraham Weintraub compartilhou em seu twitter um vídeo em que integrantes da UNE aparecem apanhando da polícia em frente ao MEC. O texto que o ministro compartilhou, publicado originalmente no perfil UFF Livre Campos dos Goytacazes diz: Vagabundos da UNE tomando um sacode na frente do MEC ao som de Sweet Dreams.

Weintraub deu um tom de sarcasmo à chancela que dá para a violência contida no vídeo: “Sem mais comentários (apenas que a música é boa e é do meu tempo”, escreveu.

O caso aconteceu na terça-feira 16 quando estudantes foram para a frente do Ministério da Educação protestar contra o programa Future-se que, na data, foi apresentado aos reitores das universidades para no dia seguinte tornar-se público oficialmente. Os estudantes foram para o local na tentativa de conversar com os reitores e entregar uma carta, contrária à proposta, assinada pela Ubes, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Integrantes contam que, em determinado momento, a Polícia Militar do DF tentou retirar os estudantes a força e houve agressão – pelo menos dois estudantes ficaram feridos. Veja o vídeo:

 

Não é a primeira vez que Weintraub demonstra sua completa intolerância à UNE. Em maio, durante reunião da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados onde estavam presentes a então presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, Weintraub se negou ao diálogo, retirando-se do local.

“Eu não quero falar com a UNE, eles não estão eleitos. Eu nunca fui filiado à UNE”, declarou. O ministro se retirou da sala logo após a declaração.

Na ocasião, os líderes estudantis também foram agredidos por seguranças, que ainda tentaram os tirar a força do plenário. O pronunciamento dos líderes estudantis havia sido previamente combinado com o presidente da Comissão, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB).

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Repórter do site CartaEducação

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