Educação

“A educação está horrível no Brasil”, admite Bolsonaro

Presidente disse que pode escolher novo ministro – o quarto a ocupar o MEC – nesta quinta-feira 02

“A educação está horrível no Brasil”, admite Bolsonaro
“A educação está horrível no Brasil”, admite Bolsonaro
(Fotos: Marcos Corrêa/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira 02, que avalia a situação da educação do Brasil no momento como “horrível”. No meio de uma crise gerada pela demissão do ministro Carlos Decotelli, que ficou dias no cargo e teve seu currículo acadêmico contestado pelas faculdades que passou, o presidente afirmou que pretende escolher o quarto indicado para ocupar o MEC ainda hoje.

“Está definhando? A educação está horrível no Brasil”, respondeu o presidente a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. “Talvez escolha hoje o ministro da Educação. Deu problema com o Decotelli”, afirmou.

Decotelli esteve envolvido nos últimos dias em controvérsias sobre a sua formação acadêmica, que atribuía a ele o título de doutorado e a realização de cursos pós-doutorado no exterior. Ele havia sido contratado no dia 25 de junho, mas teve a demissão confirmada na terça-feira 30.

O presidente, no entanto, nada falou sobre quais os motivos para a educação estar no patamar opinado. A saída do ministro Abraham Weintraub foi, para o governo, uma questão de disposição para dialogar com o Centrão e com ministros do Supremo Tribunal Federal, já que todos viam a permanência do ex-ministro como insustentável devido às suas atitudes focadas na cisão do diálogo e nos ataques aos poderes e à democracia.

Como ministro, Weintraub acumulou polêmicas e não entregou nenhuma política efetiva nos campos da educação básica, a alegada bandeira do governo federal, e da educação superior.

Sem acordo sobre o Fundeb, o programa Future-se ou a crise do contingenciamento de gastos que afetou fortemente as universidades federais, o ministro saiu do cargo às pressas para embarcar aos Estados Unidos – mesmo na condição de investigado em inquérito no STF -, onde deve ser indicado a uma posição de Estado no Banco Mundial.

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