Economia

Senador recua e exclui de parecer trecho que limitava poder da Petrobras no mercado de gás natural

A medida vinha sendo duramente criticada por técnicos da estatal e parlamentares petistas

Senador recua e exclui de parecer trecho que limitava poder da Petrobras no mercado de gás natural
Senador recua e exclui de parecer trecho que limitava poder da Petrobras no mercado de gás natural
Plenário do Senado Federal durante sessão especial destinada ao comparecimento do presidente do Banco Central do Brasil, a fim de apresentar relatório de inflação e relatório de estabilidade financeira, explicando as decisões tomadas no semestre anterior, nos termos do art. 11 da Lei Complementar nº 179, de 24 de fevereiro de 2021. Bancada: senador Laércio Oliveira (PP-SE). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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Relator do projeto sobre o Programa de Aceleração da Transição Energética, o senador Laércio Oliveira (PP) recuou e excluiu do seu parecer o trecho que poderia proibir a Petrobras de comprar gás natural de outras empresas. A proposta tramita na Comissão de Infraestrutura da Casa Alta.

A medida, que impediria um agente econômico de exercer domínio superior a 50% nesse mercado, foi duramente criticada por técnicos da estatal e parlamentares petistas, a exemplo do senador Rogério Carvalho (SE), que chegou a trocar farpas com o colega por considerar o trecho prejudicial à companhia.

No relatório inicial, Oliveira propôs limitar o poder de compra da Petrobras sob o argumento de que ela controla o preço do gás natural do País ao comprar de 16 produtores diferentes e ainda importar da Bolívia com o objetivo de revendê-lo. E argumentou que, com a mudança, haveria redução no preço do insumo.

Ao excluir o trecho sobre o tema, o senador voltou a dizer que a medida sugerida na versão inicial do parecer seria benéfica ao mercado de gás, mas afirmou reconhecer “que tais aprimoramentos podem ser feitos em momentos oportunos”. Além disso, justificou o recuo na tentativa de “evitar qualquer atraso na agenda de votações do Congresso”.

Na última terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) disse a jornalistas que o projeto deve ir à votação antes do recesso parlamentar. O programa em questão, que integra a chamada “agenda verde” do Congresso, foi aprovado na Câmara em março. Com as alterações em discussão na Casa Alta, terá de voltar à análise dos deputados.

De autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o texto cria um fundo abastecido com precatórios e créditos tributários para financiar a transição energética no País. Principal fiador da proposta, o chefe da Câmara, Arthur Lira (PP), tem dito que a iniciativa seria uma alternativa para custear projetos sustentáveis “sem aumentar impostos ou sangrar a União”.

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