Economia
Relator da reforma tributária confirma mudanças, mas nega chance de ‘fatiar’ a PEC
O ‘fatiamento’ chegou a ser aventado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)
O relator da reforma tributária no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou ser necessário promover mudanças no texto aprovado pela Câmara, mas negou a possibilidade de “fatiar” a proposta.
O “fatiamento” chegou a ser aventado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Segundo o petista, não se descartaria promulgar os trechos em que há consenso e criar uma “PEC paralela” com os pontos conflitantes.
“Isso é comum quando está tratando de PEC que não é matéria sistêmica”, afirmou Braga nesta terça-feira 11. “A percepção que temos é que é quase impossível fatiar uma PEC que é uma matéria sistêmica como a reforma tributária. Ela precisa ser vista de forma global.”
O líder do MDB no Senado afirmou que houve “aprovação geral” ao texto avalizado pela Câmara, mas ponderou haver “questões a serem revisitadas”, com “cautela e responsabilidade”.
A PEC da reforma tributária passará pela Comissão de Constituição e Justiça. Na sequência, precisará de pelo menos 49 votos em dois turnos no plenário. Se houver alterações na redação, a matéria voltará à análise dos deputados.
Mais cedo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estimou que a tramitação da reforma levará cerca de dois meses e projetou levar a proposta ao plenário “no meio deste segundo semestre”.
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