Economia
Novo teto para os juros do consignado do INSS deve ficar abaixo de 2%, diz Rui Costa
Após o Conselho Nacional de Previdência Social aprovar a queda do índice, bancos começaram a suspender a oferta da modalidade
O governo Lula deve optar por uma taxa abaixo de 2% para os juros do empréstimo consignado do INSS, indicou nesta terça-feira 21 o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na semana passada, dias após o Conselho Nacional de Previdência Social aprovar a queda do índice, bancos começaram a suspender a oferta dessa modalidade.
O CNPS reduziu de 2,14% para 1,70% ao mês o índice máximo de juros no empréstimo pessoal. Entre as instituições que interromperam a concessão estão Bradesco, Itaú, Pan e Daycoval, além dos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Em entrevista à GloboNews, Costa afirmou que as pastas da Casa Civil, da Fazenda, do Trabalho e da Previdência vão “buscar, ouvindo o mercado, ouvindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, um número que seja inferior a 2,14%, que é o que os bancos estavam praticando”.
Questionado se a taxa poderia ficar em 2%, ele respondeu: “Um pouco menos que isso”.
Na segunda 20, houve uma reunião no Palácio do Planalto com a participação dos ministros Rui Costa, Fernando Haddad (Fazenda) e Carlos Lupi (Previdência). No encontro, a avaliação já era de que a solução intermediária buscada pelo governo deveria envolver uma taxa acima de 1,7%, mas menor que 2,14%. Os detalhes, no entanto, não foram definidos.
Na semana passada, Lupi afirmou a CartaCapital que os bancos têm liberdade, mas não podem cobrar taxas abusivas de aposentados e pensionistas.
“Compare os dados oficiais do Banco Central dos consignados dos funcionários ativos e os dos beneficiários do INSS. A mesma garantia e valores completamente diferentes. Por que para um pode e para o outro não?”, questionou.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos alegou que “os novos tetos têm elevado risco de reduzir a oferta do crédito consignado, levando um público, carente de opções de crédito acessível, a produtos que possuem em sua estrutura taxas mais caras (produtos sem garantias), pois uma parte considerável já está negativada”.
A Febraban reforçou, no entanto, que cada banco “segue sua estratégia comercial de negócio na concessão, ou não, da linha de crédito consignado para beneficiários do INSS”.
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