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Clube do petróleo

Sob críticas, o Brasil anuncia a adesão à Opep+. Faz ou não sentido?

Lula esteve na Arábia Saudita antes de participar da COP28, nos Emirados Árabes. A Petrobras precisa recuperar o objetivo de se tornar uma empresa de energia, não só de petróleo – Imagem: Ahmad El Itani/Aramco e Ricardo Stuckert/PR
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Ingressar no cartel dos grandes produtores de petróleo, ainda que na condição de observador, pode pegar mal para qualquer nação em meio à aceleração do aquecimento global. Pior se o novo integrante do clube for o Brasil, potência da energia renovável, que em plena COP28 confirmou sua adesão à Opep+, com poder de voz, mas não de voto. Após a ratificação da decisão pelo presidente Lula, o País recebeu da rede de ONGs Climate Action ­Network o simbólico Prêmio Fóssil, supostamente “por confundir produção de petróleo com liderança climática”.

Na Opep, formada pelos 13 maiores produtores mundiais de petróleo, os participantes têm obrigações a cumprir, como o aumento ou a redução da produção. O poder do cartel é conhecido de longa data, ao menos desde o embargo orquestrado em 1973, que levou a um choque nos preços do barril e à consequente crise global. As mesmas exigências não se estendem aos integrantes da Opep+, a versão estendida do grupo que inclui outros dez países, entre eles Azerbaijão, Bahrein, Malásia, México e Rússia. “Muita gente ficou assustada com a ideia de que o Brasil vai participar da Opep. O Brasil não vai participar da Opep, vai participar da Opep+, do mesmo modo que participa do G-7, no G-7+. Eu escuto e só falo depois de eles tomarem a decisão, não apito nada,” resumiu Lula.

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