Bate-cabelo vai além da dança e vira ato de força para LGBTs. Assista

O movimento, que começou no Brasil e é inspirado no rock, traz para a arte a força da comunidade LGBT na sociedade brasileira

A drag queen Striperella Uber. Foto: Ravi Santana.

A drag queen Striperella Uber. Foto: Ravi Santana.

Diversidade

Quem já foi a uma casa de shows LGBT deve ter se deparado com uma performance de bate-cabelo. O movimento consiste em ficar rodando a cabeça ao som de uma batida forte e quem aguenta mais tempo, ganha destaque.

Esse tipo de dança começou no Brasil nos anos 80, com uma drag queen chamada Márcia Pantera. A paulistana inventou o estilo inspirada nos roqueiros, que ao som das guitarras rodam seus cabelos longos (são os headbangers). O ato se tornou símbolo do movimento LGBT e é repetido mundialmente.

A equipe de CartaCapital foi até a Blue Space, principal casa de shows de drag do Brasil, para conversar com artistas trans que fazem performance de bate-cabelo. Striperella, Brunessa e Victória contaram sobre o movimento, suas histórias e mostraram o quanto bater o cabelo representa, simbolicamente, um ato de resistência e empoderamento da comunidade.

“Você precisa de força para seguir em frente, para resistir e também para bater o cabelo”, diz Brunessa.

Assista:

 

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Repórter do site de CartaCapital

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