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Sete meses após abertura do código-fonte das urnas, só o União Brasil realizou auditoria

O Senado e a Sociedade Brasileira de Computação também participaram. O PL de Jair Bolsonaro não se envolveu, segundo a Corte

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/TSE
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O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza há quase sete meses para inspeção o código-fonte das urnas eletrônicas e dos sistemas eleitorais a serem utilizados nas disputas municipais deste ano. Entre os partidos, apenas o União Brasil realizou a auditoria, segundo a Corte. O Senado e a Sociedade Brasileira de Computação também participaram.

Desde outubro de 2023, as entidades fiscalizadoras podem comparecer à sede do TSE, em Brasília, para inspecionar o código. Em 10 de novembro, dois representantes do União Brasil estiveram no Tribunal para o processo.

Tradicionalmente, a abertura do código-fonte ocorria a seis meses das eleições. Em 2022, porém, houve uma ampliação do período, em meio aos ataques promovidos pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) e por seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro.

Entre as entidades fiscalizadoras, além dos partidos, estão a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, Polícia Federal, o Congresso Nacional, o Tribunal de Contas da União e a Confederação Nacional da Indústria.

O código-fonte da urna é um conjunto de instruções às quais os sistemas eleitorais, desenvolvidos pelo TSE, obedecem. Em resumo, ele determina como um programa funcionará.

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