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Santos Cruz critica fuga de Bolsonaro após derrota eleitoral: ‘Inadmissível que não seja crime’

Antigo aliado do ex-capitão, o ex-ministro-chefe da Secretaria afirmou que, diante da omissão de Bolsonaro, a milícia digital atuou para que o Exército ‘tomasse uma decisão política absurda’

O general Carlos Albertos dos Santos Cruz. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
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O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro (PL), general Carlos Alberto dos Santos Cruz, afirmou que o conflito, o desrespeito, o extremismo e o desgaste das instituições foram “as áreas que Bolsonaro mais teve êxito”. Em artigo publicado no portal MyNews, no último domingo 11, Santos Cruz criticou a postura de Bolsonaro no período subsequente às eleições do ano passado.

“É inadmissível que a legislação brasileira não considere crime um presidente sair fugido do país, em pleno exercício do mandato. Quando fugiu, Bolsonaro não teve nem a consideração e o respeito de se dirigir aos acampados e dizer-lhes que voltassem para suas casas, que a expectativa deles não iria se realizar, que não era uma decisão da competência do Exército”, escreveu o antigo membro do governo Bolsonaro.

Para ele, o governo do seu antigo aliado foi marcado por um “show de besteiras”, a exemplo do uso da expressão “meu Exército” e dos, segundo Santos Cruz, “discursos inoportunos de cunho político em cerimônias militares” e das “inúteis e ridículas flexões de braço”.

Para ele, com a fuga e omissão de Bolsonaro ao fim da eleição, houve uma demanda golpista para que o Exército “impedisse o prosseguimento normal da vida nacional tomando uma decisão política absurda”, fenômeno que cunhou como “a mais profunda traição já sofrida pelo Exército”. Santos Cruz atribuiu a condução do processo ao que chamou de milícia digital.

No artigo deste final de semana, o general também direciona críticas a outro antigo aliado: Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa.

“O Presidente se omitiu, deixou que alguns fanáticos e a milícia digital manipulassem a ideia de transferência de responsabilidade que era dele, Presidente, para o Exército. O Ministério da Defesa não se manifestou e não defendeu o Exército”, escreveu sobre o colega de farda pouco antes de uma longa defesa do alto comando do Exército.

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