CartaExpressa
PT reserva nova data para o lançamento da chapa entre Lula e Alckmin
A ideia é formalizar a aliança – e a pré-candidatura – após a Conferência Eleitoral do PSOL
O PT adiou de 30 de abril para 7 de maio a cerimônia de lançamento da chapa composta por Lula e pelo ex-tucano Geraldo Alckmin, recém-filiado ao PSB.
Em 30 de abril, o PSOL promoverá sua Conferência Eleitoral, responsável por chancelar a tática do partido para o pleito de outubro. A sigla tende a oficializar o apoio a Lula.
Assim, em 7 de maio, o PT pode apresentar a chapa Lula-Alckmin já com o endosso, além do PSOL, de PSB, PCdoB, PV e Solidariedade.
Nesta segunda-feira 11, Lula está em Brasília, onde participará de um jantar na casa de Eunicio Oliveira (MDB), ex-presidente do Senado. Devem marcar presença senadores emedebistas, a exemplo de Renan Calheiros (AL). Parlamentares de outros partidos, como Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também são esperados.
Na última sexta 8, Alckmin se referiu a Lula como “companheiro” e pregou unidade nas eleições de 2022. Após a confirmação de sua indicação pelo PSB ao posto de vice do petista, o ex-tucano pediu “humildade de reconhecer que os desafios do presente são maiores que as disputas do passado”.
“Temos um único objetivo: bem servir o povo brasileiro. Por isso eu convido a todos vocês a participarem dessa união com Lula em defesa da democracia e trabalhando a favor do Brasil”, escreveu nas redes sociais.
Horas antes, durante encontro realizado em São Paulo, Lula afirmou que Alckmin não seria mais tratado como “ex-governador”.
“E eu não posso ser mais tratado como ‘ex-presidente’. Você me chama de ‘companheiro Lula’ e eu te chamo de ‘companheiro Alckmin’. E fica tudo certo.”
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaro acusa Lula de lotear governo, mas admite relação com Centrão: ‘Não vou negar’
Por CartaCapital
Para enfrentar Bolsonaro, tem de ser com Lula, diz Renan
Por CartaCapital
Atrás de Lula, Bolsonaro ataca pesquisas: ‘Ninguém acredita’
Por Getulio Xavier



