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Justiça determina soltura de brasileiros presos por suposta ligação com o Hezbollah
Segundo a PF, os suspeitos cumpriram o prazo de prisão temporária, colaboraram com a investigação e ‘não representam mais perigo’
A Justiça Federal liberou dois homens presos por suspeita de ligação com o grupo extremista Hezbollah, que foram alvos da Operação Trapiche, deflagrada no dia 8 de novembro.
A decisão, publicada na noite da última terça-feira 5, foi tomada pela juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima, da 2ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte.
Fontes da Polícia Federal (PF) informaram a CartaCapital que os dois detidos foram soltos após cumprir a detenção temporária de 30 dias. A extensão da prisão não foi pedida pela PF, pois eles cooperaram com as investigações. Apesar de admitirem ter sido recrutados pelo grupo, ‘não representam mais perigo’. Os demais investigados presos, por outro lado, tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas.
A Operação Trapiche tinha como objetivo investigar pessoas suspeitas de envolvimento com grupos extremistas. À época, mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em três estados. Parte da investigação se baseava em um documento do FBI, serviço de inteligência do governo dos Estados Unidos.
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