CartaExpressa

‘O senhor se tornou uma pessoa abjeta’, diz Eliziane a Feliciano na CPMI

O episódio de tensão registrado nesta quinta-feira 24 é consequência da reunião da última terça

A senadora Eliziane Gama e o deputado Pastor Marco Feliciano. Fotos: Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

A CPMI do 8 de Janeiro teve mais um momento de tensão entre a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), e o deputado Pastor Marco Feliciano (PL-SP). O episódio registrado nesta quinta-feira 24 é consequência da reunião da última terça. Naquela ocasião, a sessão foi fechada, mas os gritos de parlamentares puderam ser ouvidos até do lado de fora da sala.

Na terça-feira, Eliziane pediu que Feliciano a respeitasse. Depois do entrevero, segundo a senadora, o deputado teria pedido desculpas, mas resolveu fazer publicações contra ela nas redes sociais.

“Eu nunca respondi ao senhor, mas quero dizer que o senhor se tornou uma pessoa abjeta, misógina. O tratamento que o senhor dá às mulheres nesta Casa é surreal”, disse a relatora a Feliciano nesta quinta. “Não vou mais lhe chamar de pastor, porque o senhor me pediu para não lhe chamar de pastor. E de fato o senhor não merece ser chamado de pastor, porque um pastor não é carregado de ódio, não olha para as pessoas com o olhar que o senhor olha para esta mesa. Seu olhar não me intimida.”

Ela ainda disse pedir que Deus tenha “misericórdia” das “mentiras” proferidas por Feliciano na CPMI.

Em resposta, Feliciano declarou que “o diabo conhece tanto a Bíblia quanto a senadora” e ironizou as acusações de Eliziane Gama.

“Homem que fala alto com a mulher é misógino. E a mulher que fala alto com o homem é o quê? Oportunista?”, perguntou. “Ela mentiu de novo. Ela é uma mentirosa contumaz.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.