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‘Não começa uma nova era na Caixa’, diz Bolsonaro sobre troca de comando no banco

Pedro Guimarães deixou o cargo sob acusações de assédios sexual e moral; indicada por Paulo Guedes, Daniella Marques assume em meio a uma crise

Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira 5 que a nomeação de Daniella Marques como nova presidente da Caixa Econômica Federal, após a saída de Pedro Guimarães sob acusações de assédio, não significa o início de ‘uma nova era’ no banco, mas o prosseguimento da gestão.

Não começa uma nova era aqui na Caixa, a Caixa continua”, disse Bolsonaro ao final de seu discurso na cerimônia de posse da ex-secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia.

Sem citar as denúncias de assédio sexual e moral contra Guimarães, um dos seus principais aliados no governo, o ex-capitão celebrou a chegada de uma mulher ao cargo:

“É difícil ver mulher na economia. Cuidado, Paulo Guedes. Espaço da mulher é em qualquer lugar, ela vai pelos próprios méritos”, disse. “Com a Dani tenho certeza de que o trabalho continuará.”

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo horas antes da demissão de Guimarães, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que Daniella foi escolhida também para fortalecer o discurso de Bolsonaro contra o assédio, em uma tentativa de dissociar sua imagem do ex-presidente do banco.

As denúncias contra Guimarães envolvem, além dos casos de assédio, suspeitas sobre o acúmulo indevido de cargos enquanto foi presidente do banco. Ao todo, ele ocupava postos remunerados em 21 conselhos de administração, o que fazia seu salário superar a casa de 230 mil reais, de acordo com reportagem do site R7. O caso entrou na mira do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União.

Nesta terça, Bolsonaro fez um longo discurso, mas dedicou poucos segundos para tratar diretamente do objeto do evento: a posse da nova presidente da Caixa. Nas declarações, preferiu repetir mentiras sobre a pandemia, como tratamentos ineficazes para a Covid-19, e direcionar ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ele também voltou a desafiar a Justiça eleitoral a cassar o registro de sua candidatura nestas eleições por colocar em xeque, sem provas, as urnas eletrônicas e o sistema de apuração.

Bolsonaro ainda dedicou vários minutos do discurso a ataques contra Lula (PT) e o desempenho do petista em pesquisas eleitorais.

“Na ponta da linha as pessoas que não têm muito conhecimento não entendem e lembram de tempos remotos no passado…Lá era assim, se a gente mudar vai voltar a ser assado. Será que é tão fácil assim? Será que é apenas mudar a peça do jogo de xadrez?”

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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