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Moraes prorroga investigação sobre fake news de Bolsonaro que ligou vacina à Aids

Ao estender as apurações, o ministro do STF acolheu um pedido da PGR

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Fotos: Evaristo Sá/AFP e Nelson Jr./STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes prorrogou por 60 dias as investigações sobre a conduta do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao associar, à base de mentiras, a vacina contra a Covid-19 ao risco de desenvolver Aids.

Em transmissão ao vivo nas redes em 21 de outubro do ano passado, o ex-capitão disse que relatórios do Reino Unido teriam sugerido que pessoas imunizadas contra a Covid estariam desenvolvendo Aids, o que levou Facebook, Instagram e YouTube a removerem o vídeo das plataformas. O Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido e o Public Health England desmentiram a informação e atribuíram o boato a um site que propaga fake news.

Dias depois, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antonio Barra Torres, também reagiu à informação falsa de Bolsonaro.

Ao estender as apurações, Moraes acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República. Neste mês, a Polícia Federal pediu autorização ao ministro para indiciar Bolsonaro pela prática de crime ao disseminar notícias falsas sobre a Covid-19 e desestimular o uso de máscara. Também solicitou permissão para tomar o depoimento do ex-capitão.

Segundo a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, as diligências solicitadas pela PF para prosseguir com a investigação “são relevantes para subsidiar a análise e deliberação pela Procuradoria-Geral da República, visto que proporcionarão melhor detalhamento sobre o cenário fático e suas circunstâncias, notadamente com as razões e eventuais novos elementos de prova a serem apresentados pelo Presidente da República a respeito dos fatos investigados”.

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