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Mesmo com o fim do ‘Terça Livre’, Google quer Allan dos Santos condenado por má-fe
A empresa alega que o blogueiro agiu reiteradamente de má-fe na Justiça e decidiu manter o pedido contra o bolsonarista
Em um novo capítulo da batalha judicial travada entre Allan dos Santos e a Google, dona do Youtube, o blogueiro pediu encerramento do caso por perda de objeto, já que decidiu encerrar seu canal no último sábado 23. Com o fim do site, dos Santos alega que não precisa mais da reativação do canal de vídeos, solicitada por ele na Justiça.
A empresa, no entanto, deseja manter o processo em andamento e reforça o pedido de condenação do blogueiro por litigância de má-fé. A informação foi registrada pelo jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira 29.
De acordo com a Google, o blogueiro bolsonarista tem agido reiteradamente de má-fé. No pedido de manutenção do processo, a empresa diz que ele tem “postura deliberada e sistemática de falsear a verdade” com o objetivo de induzir a Justiça ao erro e ganhar repercussão midiática. A postura, alega, deve ser condenada mesmo com o fim do site.
O caso ganhou mais notoriedade na última semana, quando a empresa anexou e-mails desmentido Allan dos Santos no caso. O blogueiro dizia que não tinha sido informado sobre os motivos da exclusão do canal e que o Youtube teria descumprido, portanto, decisões judiciais. As declarações, no entanto, eram mentirosas, como comprovam as mensagens anexadas pela empresa ao processo.
Além do perfil oficial do Terça Livre, a Google também retirou do ar outros dois canais alternativos usados por Allan dos Santos para driblar a decisão de Alexandre de Moraes, que também pediu a prisão do blogueiro no último dia 21 de outubro. Desde então, ele segue foragido nos Estados Unidos, de onde Moraes pediu que fosse extraditado.
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