CartaExpressa
Lewandowski vota para suspender despejos enquanto durarem efeitos da pandemia
Barroso, Fachin e Gilmar defenderam o veto a desocupações até março de 2022
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta segunda-feira 6 para suspender os despejos e as desocupações enquanto persistirem os efeitos da pandemia.
A Corte analisa em plenário virtual uma decisão monocrática do ministro Luís Roberto Barroso que vetou as remoções até março de 2022. Ele foi seguido pelos colegas Edson Fachin e Gilmar Mendes.
Para Lewandowski, porém, “é mais prudente que tal prorrogação perdure enquanto estiverem em curso os efeitos da pandemia”.
Conforme a determinação de Barroso, a suspensão vale tanto para imóveis de áreas urbanas quanto de áreas rurais. A decisão atende uma ação movida pelo PSOL e por entidades.
Segundo a Campanha Despejo Zero, pelo menos 123 mil famílias estão ameaçadas de despejo no Brasil. Durante a pandemia, o País registrou a remoção de 23,5 mil famílias.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Rosa Weber libera execução das emendas do orçamento secreto
Por CartaCapital
PT aciona o STF e pede a definição de parâmetros para o uso da delação premiada
Por CartaCapital
Michelle Bolsonaro chama de ‘intolerância religiosa’ críticas por celebrar aprovação de Mendonça no STF
Por CartaCapital


