Justiça

STF estende suspensão de despejos até março de 2022

O ministro Luís Roberto Barroso considerou que a decisão deve evitar a remoção de 123 mil famílias no Brasil

STF estende suspensão de despejos até março de 2022
STF estende suspensão de despejos até março de 2022
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O Supremo Tribunal Federal estendeu até 31 de março de 2022 as regras que suspendem os despejos e as desocupações por causa da pandemia da Covid-19. A decisão foi emitida nesta quarta-feira 30 pelo ministro Luís Roberto Barroso.

De acordo com a determinação, a medida vale tanto para imóveis de áreas urbanas quanto de áreas rurais. A decisão tem caráter liminar e atende uma ação movida pelo PSOL e por entidades.

 

De acordo com a Campanha Despejo Zero, pelo menos 123 mil famílias estão ameaçadas de despejo no Brasil. Durante a pandemia, o País registrou a remoção de 23,5 mil famílias.

Um dos casos de ameaça mais recentes envolve o Acampamento Marielle Vive, coordenado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, na cidade de Valinhos, no interior paulista. Conforme mostrou CartaCapital, os acampados realizaram um protesto na terça-feira 30, contra o despejo de cerca de 450 famílias e 150 crianças, autorizado por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

À reportagem, Tassi Barreto, um dos coordenadores do acampamento, disse na terça-feira 30 que a lei aprovada no Congresso só contempla imóveis urbanos, o que, segundo ele, “demonstra a pressão dos ruralistas e do agronegócio”, e lembrou que a suspensão anunciada pelo STF duraria até somente 3 de dezembro.

Nas redes sociais, João Paulo Rodrigues, um dos coordenadores nacionais do MST, declarou que “a medida é muito importante” e deve evitar novos despejos de acampamentos rurais.

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