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Leo Índio é investigado por atos antidemocráticos de 7 de Setembro

Leo Índio é investigado por atos antidemocráticos de 7 de Setembro

Ele virou alvo das investigações após divulgar em suas redes sociais uma campanha de arrecadação de recursos para as manifestações

O sobrinho do presidente Jair Bolsonaro, Leo Índio. Foto: Reprodução/Instagram

O sobrinho do presidente Jair Bolsonaro, Leo Índio. Foto: Reprodução/Instagram

Primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Leo Índio, é um dos investigados no inquérito que apura quem são os organizadores e financiadores dos atos antidemocráticos em 7 de setembro. A investigação foi aberta pela Procuradoria-Geral da República. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Leo Índio virou alvo das investigações após divulgar em suas redes sociais uma campanha de arrecadação de recursos para os atos. Além de links, ele também divulgou diversas chaves PIX para angariar fundos e um QR Code com um canal para doações usando criptomoedas. Os caminhos de arrecadação por PIX e criptomoedas são apontados como uma forma de dificultar o rastreio dos financiadores dos atos.

Dias antes dos atos, as redes sociais e as chaves PIX divulgadas por Leo Índio foram bloqueadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O ministro também autorizou a tomada do depoimento do jovem na ocasião.

Segundo a PGR, Leo Índio é apontado como organizador das manifestações ao lado do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, que está foragido desde o dia 1º de setembro, quando teve a prisão preventiva determinada por Moraes. O caminhoneiro estaria no México, onde chegou a pedir asilo político.

“O quadro probatório demonstra a atuação de Marcos Gomes (Zé Trovão) e Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Leo Índio, na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições que, na conclusão da Procuradoria-Geral da República, é mais do que suficiente para justificar as medidas cautelares”, diz a PGR em um trecho do pedido de depoimento na ocasião.

Leo Índio é sobrinho da primeira esposa do presidente, Rogéria Nantes, mãe de Carlos, Flávio e Eduardo. É conhecido por ser extremamente próximo ao clã Bolsonaro, chegando a ocupar o cargo de assessor no gabinete de Flávio.

Ele também tem ampla circulação no Planalto e foi nomeado como assessor no gabinete do ex-vice-líder do governo federal no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR). O parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal por desviar dinheiro do combate à pandemia em outubro de 2020. Na ocasião, no ato de busca e apreensão, Rodrigues foi flagrado com 30 mil reais, parte do dinheiro estava na cueca, escondido entre as nádegas do senador. Leo Índio era assessor do político na ocasião e se manteve no cargo até maio deste ano.

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