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Jefferson diz que não quer prisão domiciliar e volta a atacar Moraes: ‘Cachorro do Supremo’

Jefferson diz que não quer prisão domiciliar e volta a atacar Moraes: ‘Cachorro do Supremo’

O ex-deputado federal Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-deputado federal Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, disse nesta quarta-feira 27 que não deseja a prisão domiciliar, já que teria de utilizar uma tornozeleira eletrônica. O bolsonarista também voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em carta enviada a aliados.

“Aceitando a tornozeleira, estarei transigindo à tirania. Sei que há um movimento para me mandar para casa com tornozeleira, mais as restrições pertinentes: não falar ao celular, não interagir com rede social, não receber pessoas não autorizadas. As restrições são mais graves que as aplicadas ao regime penitenciário”, diz trecho da carta, divulgada pelo site Metrópoles.

 

 

O ex-deputado federal ainda disse ser “mais livre na cadeia do que em casa, vistas as restrições impostas.”

“Fico por aqui. Não usarei mais tornozeleira, é humilhante, é degradante. Coleira é para o cachorro feroz do Supremo, Xandão. Recomendo focinheira também, pois ele pode morder.”

Na última sexta-feira 22, o STF decidiu, por unanimidade, rejeitar o habeas corpus apresentado pela defesa de Jefferson. Moraes, autor da ordem de prisão do petebista, declarou-se impedido e não votou. Todos os outros magistrados seguiram a posição de Edson Fachin, relator do HC e favorável à manutenção da prisão.

Moraes determinou em 13 de agosto a prisão de Jefferson, acusado de integrar uma milícia digital responsabilizada por ataques e ameaças ao STF e à democracia. O ministro chegou a autorizar que o bolsonarista saísse da prisão para se submeter a um tratamento médico, mas não revogou a prisão preventiva, por considerá-la “imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”.

No sábado 23, Jefferson foi internado na ala hospitalar do Complexo Bangu 8, no Rio de Janeiro. Segundo publicação de seu partido, ele estava com febre, pressão alta e taquicardia, além de dores no fígado e inchaço nas pernas.

 

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