CartaExpressa
Governo Lula pode discutir criação do Ministério da Segurança Pública nesta quarta
Nesta terça, o presidente Lula afirmou pensar nas ‘condições’ para um eventual desmembramento da pasta chefaiada por Flávio Dino
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), não descartou a recriação do Ministério da Segurança Pública, área atualmente sob o comando de Flávio Dino (PSB) na Justiça. Horas antes, o presidente Lula (PT) afirmou pensar nas “condições” para um eventual desmembramento das pastas.
Costa disse que participará, na quarta-feira 25, de uma reunião com Dino e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O novo ministério pode entrar em pauta.
“O ministro Flávio Dino já havia apresentado várias medidas voltadas à segurança e estamos discutindo outras medidas que, assim que ficarem definidas, nos próximos dias, serão divulgadas”, declarou o chefe da Casa Civil. “A criação do ministério depende dessas discussões que faremos sobre eventualmente qual seria o conteúdo, propósito, alcance, ou seja, para o presidente tomar a decisão.”
Na manhã desta terça, em live nas redes sociais, Lula destacou ter pensado na criação do Ministério da Segurança Pública durante a campanha eleitoral de 2022.
“Ainda estou pensando em criar, pensando quais são as condições que você vai criar, como é que vai interagir com a questão de segurança do estado, porque o problema da segurança é estadual”, afirmou. Dino, por sua vez, defende desde o ano passado a manutenção de Justiça e Segurança Pública em uma única pasta. Caso se concretize sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, o desmembramento pode se tornar mais simples.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Maior milícia do Rio define novo número 2 após a morte de Matheus Rezende, o ‘Faustão’
Por CartaCapital
O périplo de Cláudio Castro por Brasília após nova crise na segurança do Rio
Por CartaCapital
Dos 12 presos por queimar ônibus, seis foram soltos por falta de indícios, diz governador do Rio
Por CartaCapital


