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Em meio a crise nas polícias, Tarcísio prevê bônus a servidores da segurança pública

A previsão é a de que sejam pagos cerca de R$ 500 milhões em bônus por produtividade aos servidores da Secretaria de Segurança Pública

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Francisco Cepeda/Governo do Estado de SP
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O governador Tarcísio de Freitas pretende pagar cerca de R$ 500 milhões em bônus por produtividade aos servidores da Secretaria de Segurança Pública. A medida também incluiria os agentes da Polícia Civil, Militar e Técnico Científica.

Os valores, relativos a 2023 e projetados para pagamento até julho, serão distribuídos aos integrantes das carreiras policiais de acordo com a redução dos índices de criminalidade e com o aumento da produtividade dos policiais.

A informação foi repassada pelo secretário de Segurança, Guilherme Derrite, a integrantes da chamada bancada da segurança pública na Assembleia Legislativa (Alesp), entre os quais os deputados estaduais Major Mecca (PL) e Delegado Olim (PP).

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a bonificação de resultados terá um valor máximo anual fixado em 120 Unidades Básicas de Valor (UBV) para o período de avaliação correspondente ao exercício de 2023. Acrescentou, ainda, que policiais e servidores da SSP que atuarem diretamente para o alcance de até dez dos melhores resultados do período de apuração poderão receber um adicional de, no máximo, 180 UBV, em até seis cotas bimestrais de, no máximo, 30 UBV. O valor seria de R$ 21,7 mil, considerando que cada UBV corresponde a R$ 120,68.

Ainda de acordo com a pasta, os valores são apurados e enviados para a Comissão Intersecretarial composta pelos Secretários da Casa Civil, Fazenda e Gestão. Após a análise formal de cada período (bimestre), há a autorização para que seja publicada a tabela dos agraciados e respectivos valores.

O anúncio surge no momento em que o governador Tarcísio de Freitas indica que não deve pagar  reajustes salariais ao funcionalismo público este ano. Também coincide com um momento de crise institucional entre os policiais, depois que a gestão estadual decidiu dar mais poder de investigação aos policiais militares por meio do registro de Termos Circunstanciados (TCs), usados para crimes de menor potencial ofensivo.

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