CartaExpressa

Deputado tenta impedir a transferência da Abin para a Casa Civil

Até o decreto assinado pelo presidente Lula (PT), a agência estava sob o guarda-chuva do Gabinete de Segurança Institucional

Deputado tenta impedir a transferência da Abin para a Casa Civil
Deputado tenta impedir a transferência da Abin para a Casa Civil
O deputado Kim Kataguiri. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou nesta quinta-feira 2 um projeto de decreto legislativo para impedir a transferência da Agência Brasileira de Inteligência ao Ministério da Casa Civil.

Até o decreto assinado pelo presidente Lula (PT), a Abin estava sob o guarda-chuva do Gabinete de Segurança Institucional, comando pelo general Gonçalves Dias.

Após protocolar o projeto, Kataguiri alegou nas redes sociais que a Casa Civil “é a pasta mais política de todas” e que a Abin “não pode ficar subordinada a interesses políticos”. Segundo ele, que acusou o governo Lula de ser “vingativo”, o GSI “sempre foi um órgão técnico e institucional”.

A mudança é mais uma das etapas de um processo de desmilitarização da Abin, um objetivo traçado pelo governo após os atos de terrorismo em 8 de janeiro. Desde então, Lula vem demitindo militares escolhidos por Jair Bolsonaro (PL) para o GSI.

Em recente entrevistaCartaCapital, o cientista político Rodrigo Lentz, professor da Universidade de Brasília e autor de República de Segurança Nacional: militares e política no Brasil (Expressão Popular), avaliou ser correta a retirada da Abin das mãos do GSI.

“A iniciativa vai ao encontro de sugestões de estudiosos da academia, pontuando que a inteligência civil tem de atender à sua finalidade: assessorar sobretudo na área de políticas públicas e na estabilidade dos Poderes constitucionais, sem a perspectiva de um inimigo interno”, declarou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo