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Deputado pede instauração de CPMI para investigar filme sobre Bolsonaro

O pedido do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pede apuração sobre os possíveis aportes financeiros feitos por Daniel Vorcaro

Deputado pede instauração de CPMI para investigar filme sobre Bolsonaro
Deputado pede instauração de CPMI para investigar filme sobre Bolsonaro
A produtora de “Dark Horse” nega ter recebido o dinheiro enviado pelo Master. O ator Jim Caviezel, notório extremista de direita, interpreta Bolsonaro no filme a ser lançado em agosto – Imagem: Sergio Lima/AFP e Redes Sociais
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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, CPMI, para investigar possíveis irregularidades no filme Dark Horse, que conta a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido surgiu depois da reportagem do The Intercept que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) buscando dinheiro com o empresário Daniel Vorcaro, pivô do escândalo Master, para financiar o filme. Segundo o veículo, o pedido teria sido de 134 milhões de reais, e ao menos 61 milhões teriam sigo pagos à produtora Goup Enterteinment. A empresa nega o recebimento dos valores.

No pedido de CPMI, o deputado afirma que os recursos de Vorcaro teriam sido destinados a estrutura financeira ligada a fundos nacionais e internacionais associados ao ex-Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, “com forte indício de lavagem de dinheiro”.

“Os fatos tornados públicos nos últimos dias revelam quadro de elevada gravidade institucional, financeira e democrática, envolvendo cifras milionárias, participação direta de agente político com mandato parlamentar, possível circulação de recursos de origem controvertida e indícios de utilização de recurso público por meio de emendas parlamentares e contratos com a Prefeitura de São Paulo que abasteceram organizações ligadas à produtora responsável pelo projeto”, escreveu Correia no pedido.

A solicitação, encaminhada ao presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), solicita apuração sobre a origem dos recursos e a regularidade dos aportes financeiros, bem como identificar eventuais beneficiários ocultos. Pretende, ainda, esclarecer a existência de recursos públicos envolvidos, examinar possível financiamento político irregular, além da utilização de produto cultural como mecanismo de abuso de poder econômico e propaganda eleitoral dissimulada.

O parlamentar ainda recorreu à Procuradoria Geral da República pedindo a instauração de inquérito por parte do Ministério Público Eleitoral para apurar se o projeto cinematográfico foi utilizado como mecanismo econômico e comunicacional para circulação de recursos de origem suspeita, lavagem reputacional, financiamento político irregular, propaganda eleitoral dissimulada, abuso de poder econômico ou caixa dois.

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