CartaExpressa,Política

Bolsonaro negociou vacina fora da agenda oficial, indicam mensagens

Bolsonaro negociou vacina fora da agenda oficial, indicam mensagens

As mensagens foram encontradas no celular do cabo da PM, Luiz Paulo Dominguetti: 'O presidente tá apertando o reverendo'

(Foto: Isac Nóbrega/PR)

(Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro teria negociado, fora da agenda oficial, a compra de vacinas com o reverendo Amilton Gomes de Paula. É o que indicam mensagens encontradas no celular do cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti, que denunciou pedido de propina de integrantes do governo na aquisição de 400 milhões de doses de imunizantes. A informação é da revista Veja.

As mensagens do celular de Dominguetti estão em posse da CPI da Covid no Senado desde o dia 1º de julho, quando prestou depoimento à comissão. As conversas indicam uma participação direta do presidente nas negociações.

“Manda o SGS (certificado de procedência do produto). Urgente. O Bolsonaro está pedindo. Agora”, escreve o cabo ao contato Rafael Compra Deskartpak.

Na mesma conversa, Dominguetti e Rafael já tinham tratado da participação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, nas negociações com o reverendo.

Em outra mensagem, o policial escreve que o “reverendo está em uma situação difícil” porque ofereceu a vacina sem garantias de ter o produto. “Presidente chamou ele lá”. “O presidente tá apertando o reverendo”, conclui.

As vacinas negociadas por Dominguetti e pelo reverendo Amilton são alvos de investigação. Há suspeitas de um pedido de propina de 1 dólar por dose feito por integrantes do governo.

Ao mesmo tempo, a AstraZeneca alega que não negocia usando intermediários, o que indica que o governo negociou doses com atravessadores sem garantias da existência do produto.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem