CartaExpressa
Após prisão de comandante da PM do DF, Ibaneis dá posse ao substituto
Klepter Rosa Gonçalves foi preso na semana passada por omissão diante dos golpistas no 8 de Janeiro; o coronel Adão Teixeira de Macedo recebeu o cargo em uma cerimônia reservada
Após a Polícia Federal prender Klepter Rosa Gonçalves, então comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), deu posse ao novo líder da tropa, em cerimônia reservada nesta segunda-feira 21.
O nomeado é o coronel Adão Teixeira de Macedo. A indicação para o cargo havia sido antecipada na sexta-feira e já foi oficializada no Diário Oficial.
Adão era o subcomandante-geral da PM irá substituir seu antigo chefe, preso por omissão diante dos golpistas no 8 de Janeiro. Klepter e outros seis integrantes da cúpula da PM do DF foram detidos na sexta-feira, a pedido da Procuradoria-Geral da República. O subcomando da corporação será ocupado pela coronel Ana Paula Barros Habka.
Na decisão do Supremo que autorizou a prisão, Moraes citou a alegação de que a PM do DF, comandada por Klepter, poderia ter evitado os atos golpistas em Brasília. Para embasar a decisão, ele também listou uma série de conversas entre os policiais que mostram que, conscientemente, a cúpula da corporação optou por não agir contra os manifestantes bolsonaristas.
Ao nomear Adão, a gestão de Ibaneis pregou ‘continuidade’ no trabalho da PM:
“Tenho certeza que os novos comandante-geral e subcomandante-geral vão dar continuidade ao trabalho que estamos desenvolvendo desde o início do ano, que tem como missão melhorar cada vez mais a segurança e a qualidade de vida do DF”, ressaltou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, em nota.
Além da prisão de Klepter e mais seis policiais, Moraes ainda determinou o afastamento das funções e mandados de busca e apreensão nos endereços dos policiais. Jorge Eduardo Naime, que comandava a parte operacional da PM, foi outro alvo da operação de sexta-feira.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
PM do DF poderia ter evitado atos golpistas, cita Moraes em decisão que autorizou prisão do comandante-geral
Por CartaCapital
Comandante-geral da PM do DF é preso por suspeita de omissão no 8 de Janeiro
Por André Lucena
Governos Bolsonaro, Ibaneis e militares ignoraram aviso da Abin sobre risco de violência
Por Agência Pública


