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‘Andar devagar, mas consistemente’: por que ministros do STF votam por liberar o porte apenas de maconha
A corte chegou a quatro votos pela descriminalização do porte da droga para consumo pessoal
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, decidiu ajustar seu voto no julgamento sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.
Inicialmente, ele havia votado por estender essa descriminalização para o uso pessoal de todas as drogas, mas restringiu sua tese em busca de um consenso. Assim, há quatro votos por aplicar o entendimento à maconha.
“Confesso que gostava mais da outra tese, mas também acho que todos nós temos de caminhar para um consenso”, disse nesta quinta a presidente do STF, Rosa Weber, após a mudança de voto de Gilmar.
Na sequência, Luís Roberto Barroso, outro ministro a votar pela descriminalização no caso da maconha, disse ter se limitado a essa droga devido ao caso concreto, “embora a lógica seja a mesma”.
“Como é um assunto muito delicado, me pareceu que andar devagar mas consistentemente seria melhor do que ousarmos, talvez, além do que a sociedade pudesse compreender“, justificou Barroso. “Mas concordo com o ministro Gilmar e com vossa excelência [Rosa Weber] de que a lógica é a mesma. Apenas estamos dosando para avançar com a velocidade possível.”
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