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Missão impossível?

O governo Lula é instado a propor soluções para a crise de segurança no Rio de Janeiro e para frear o avanço das facções pelo país

Apenas reforçar o patrulhamento é chover no molhado – Imagem: Tom Costa/MJSP
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Siga o dinheiro. A célebre linha investigativa adotada pelos jornalistas Carl ­Bernstein e Bob Woodward em 1972 – no caso ­Watergate, que levou à renúncia de ­Richard Nixon, então presidente dos EUA – será, meio século mais tarde, o norte de uma nova tentativa de parceria entre o governo federal e as autoridades estaduais para combater o crime organizado. O Brasil está habituado a ver a repetição do mesmo filme, encenado por diferentes atores, a envolver ineficazes forças-tarefa e operações militarizadas em comunidades pobres. Mas, desta vez, há grande expectativa quanto a um resultado diferente, até porque a crise da segurança pública atingiu um patamar jamais visto anteriormente.

Antes concentradas na Região Sudeste, as facções estenderam seus tentáculos de Norte a Sul, em uma miríade de crimes que vão muito além dos roubos, sequestros e latrocínios com os quais os brasileiros aprenderam a conviver nos centros urbanos. No Rio de Janeiro, onde facções do narcotráfico e grupos milicianos ora se matam, ora se associam, em uma complexa disputa por controle territorial e econômico, a morte de um chefe miliciano pela polícia resultou em uma retaliação inédita com 35 ônibus incendiados pela cidade. Responsável por 28% do PIB nordestino e aprazível refúgio de turistas, a Bahia viu as taxas de homicídios e de letalidade policial dispararem, a ponto de garantir o segundo lugar no ranking nacional de mortes violentas. De acordo com o Anuá­rio Brasileiro de Segurança Pública, foram 47,1 assassinatos por cem mil habitantes em 2022 – o estado vem atrás apenas do Amapá, na Região Norte, a ostentar um índice superior a 50.

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