Parlatório

por José Antonio publicado 24/11/2014 11h53, última modificação 09/05/2017 13h41
Um blog sobre política, feito pela redação de CartaCapital

Rio Grande do Sul

"Aí, só matando", diz vereador do PSDB sobre eventual eleição de Lula

Mauricio Galo Del Fabro, de Santana do Livramento (RS), adota discurso extremista e fala em assassinato do ex-presidente
por Redação — publicado 09/05/2017 14h26
Divulgação
Mauricio Galo Del Fabro

Del Fabro: discurso de ódio

A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar as eleições de 2018 e ser eleito mexe com os nervos de seus opositores. A reação a este cenário por parte do vereador Mauricio Galo Del Fabro, do PSDB de Santana do Livramento (RS), é emblemática e provavelmente a mais extrema desta situação. Na sessão de segunda-feira 8 da Câmara Municipal da pequena cidade gaúcha, Del Fabro sugeriu que a única forma de impedir Lula seria um assassinato. "Aí, só matando", disse ele.

Del Fabro fez sua manifestação no encerramento da sessão de segunda. Ele foi o último vereador a tomar a palavra e passou a discorrer sobre o que imaginava para o Brasil, o Rio Grande do Sul e seu município antes da eleição de Lula. "Eu gostaria sempre que tivesse qualquer partido nos representando, desde que não fosse PT. Está é a verdade", afirmou.

Quando o PT chegou ao poder, afirmou Del Fabro, ele esperava uma gestão "adequada, responsável e transparente", em favor "do trabalhador, do pobre". "O que pregou o PT nesses 13 anos? A mesma história de sempre. 'Nós defendemos a classe totalmente abandonada, a mais baixa'. Essa é a promessa. Só que continuavam no colo dos banqueiros", disse.

Em seguida, o tucano passou a falar sobre o desemprego e os casos de corrupção envolvendo o PT. "É uma quadrilha organizada", disse, "que tem como mentor Lula". Na sequência, Del Fabro citou o depoimento de Lula a Sérgio Moro, marcado para esta quarta-feira 10, em Curitiba, mas manifestou pouca esperança de Lula ser vencido dentro da lei. Neste momento, os principais candidatos do PSDB, partido de Del Fabro, penam nas pesquisas eleitorais, porque também sofrem duras acusações de corrupção.

"Dia 10 está aí. Vai chegar o dia 10... Eu digo: Se não for preso, se tiver legitimidade, infelizmente o chefe da quadrilha, o mentor, o maior ladrão (...) será presidente novamente. Aí, só matando. Não tem outra volta. Não tem outro retorno", afirmou.

A fala de Del Fabro pode ser ouvida no site da Câmara dos Vereadores de Santana do Livramento (a partir do minuto 151), mas o vídeo não está disponível. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) divulgou, no entanto, uma versão editada das imagens, na qual é possível ver e ouvir o discurso de Del Fabro.

Operação Lava Jato

Juíza que restringiu atos pró-Lula em Curitiba atacou petista nas redes

Fã de Moro, Diele Denardin Zydek compartilhou convocação de ato pelo impeachment, disse ter vergonha de senadora do PT e aplaudiu condução coercitiva
por Redação — publicado 08/05/2017 12h02, última modificação 08/05/2017 12h45

A juíza Diele Denardin Zydek, que na sexta-feira 5 restringiu as manifestações favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas cercanias da sede da Justiça Federal em Curitiba, usou suas redes sociais para manifestar oposição a Lula, à ex-presidenta Dilma Rousseff, ao PT e à esquerda.

Zydek é magistrada da 5ª Vara da Fazenda Pública do Paraná. Sua decisão foi tomada atendendo pedido do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), que havia pedido um “Interdito Proibitório” após o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) solicitar um espaço nas proximidades do prédio da Justiça Federal, onde Lula vai depor nesta quarta-feira 10, para montar um acampamento.

O MST promete levar 20 mil pessoas para Curitiba e a prefeitura da capital paranaense vê risco de confusão com apoiadores da Operação Lava Jato, que também prometem se reunir no local. Pela decisão de Zydek, entre as 23 horas desta segunda-feira 8 e às 23 horas de quarta-feira 10, estão proibidas, entre outras medidas, “a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade, sob pena de multa diária de 50 mil reais”. Segundo ela, a prefeitura e o MST devem negociar formas para garantir o protesto e o direito de ir e vir dos moradores do bairro onde fica a Justiça Federal.

Zydek tem um perfil aberto no Facebook, no qual compartilha conteúdos pessoais e políticos. Em 4 de março do ano passado, a magistrada celebrou a condução coercitiva de Lula, ordenada pelo juiz Sergio Moro, que interrogará Lula. "E hoje a casa caiu para o Lula...", escreveu ela, ao lado de ícones de aplausos. Minutos depois, a magistrada compartilhou nota de um site que elogiava Moro pela decisão e chamou o colega de "inspiração" e "ídolo".

Zydek

Em seguida, compartilhou cartaz de apoio à Lava Jato assinado pelo movimento Quero me Defender, que advoga pela redução da maioridade penal e pelo armamento da população civil.

Em 9 de março, Zydek divulgou em sua rede a convocação do Vem Pra Rua para os atos de 13 de março contra Dilma Rousseff, que pediam o impeachment da petista, concretizado semanas depois.

Em 16 de março, a magistrada lamentou o fato de Lula ter aceitado o posto de ministro-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff e chamou o caso de "manobra criminosa".

Zydek

A nomeação de Lula foi um dos últimos movimentos de Dilma para tentar se manter no poder. A estratégia naufragou, no entanto, graças ao vazamento de uma conversa entre ela e Lula, feita ilegalmente pela Polícia Federal e também divulgada ilegalmente por Moro. Ainda assim, o áudio subsidiou decisão de Gilmar Mendes para barrar a nomeação. Posteriormente, o ministro Teori Zavascki confirmou a ilegalidade do áudio.

No mesmo dia, Zydek comentou o áudio e festejou o que seria o medo de Lula diante da "República de Curitiba".

Zydek03

 

Em outras postagens que indicam seu posicionamento político, Zydek disse em 10 de maio de 2016 se "sentir envergonhada" diante da atuação da senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, e em 12 de maio compartilhou um meme com o que dizia ser "o eterno erro da esquerda".

O meme trazia uma frase a respeito de não se dever "fortalecer o fraco enfraquecendo o forte" e atribuía o dito a Abraham Lincoln, presidente dos EUA no século XIX. A frase nunca foi dita por Lincoln, mas pelo reverendo presbiteriano conservador William John Henry Boetcker, que nasceu quando Lincoln já estava morto.

Segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, essas manifestações públicas feitas pela juíza são condenáveis. O exercício de atividade político-partidária, como a participação em atos, pode ser punido com perda de cargo.

Magistrados também são proibidos por lei de "manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério".

Operação Lava Jato

Curitiba vive tensão antes de depoimento de Lula a Moro

Em vídeo divulgado pelo Facebook, juiz pede que apoiadores da investigação não compareçam à Justiça Federal para evitar conflito
por René Ruschel, de Curitiba — publicado 08/05/2017 09h57, última modificação 08/05/2017 10h15
Fotos: René Ruschel
Depoimento Lula Outdoor

Outdoors contra Lula se espalharam pela cidade. O Vem pra Rua, grupo pró-impeachment de Dilma, é um dos que bancam a operação

A decisão do campeonato paranaense de futebol, entre Atlético e Coritiba, desviou momentaneamente o foco do ambiente tenso na capital paranaense. Na sexta feira, a “República de Curitiba” amanheceu tomada por dezenas de outdoors dando “boas vindas” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá prestar depoimento na quarta-feira 10 ao juiz Sergio Moro, que toca a Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal.

A partir desta segunda, o clima deve mudar. Na tarde de domingo 7, uma Base Móvel da Polícia Militar do Paraná instalou-se em frente ao prédio da Justiça Federal, no bairro do Ahu. Dezenas de policiais percorriam as ruas num raio de 150 metros da sede da Justiça Federal, para instruir os moradores sobre as medidas que serão adotadas no dia do depoimento.

Será permitido o acesso e trânsito na região apenas aos residentes na área e jornalistas credenciados. A PM ainda não se manifestou oficialmente sobre as medidas que serão adotadas.

A surpresa maior foi a decisão da juíza Diele Dernadin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Paraná que, a pedido do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) determinou um “Interdito Proibitório”. A medida, inclusive, proíbe que as caravanas de militantes se instalem na cidade.

De acordo a determinação da magistrada, entre as 23 horas de segunda feira, 8, e as 23 horas de quarta-feira, estão proibidas, entre outras medidas, “a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade, sob pena de multa diária de 50 mil reais”.

A Frente Brasil Popular, responsável pela organização, faria uma reunião na noite de domingo 7 para decidir sobre essa questão. Segundo o jornalista Pedro Carrano, porta-voz da frente, a medida não vai alterar o cronograma nem as atividades que estão programadas para esses dias.

Depoimento_Lula_Moro.jpg
Polícia Militar montou base em frente à sede da Justiça Federal de Curitiba

Pelas ruas, a população demonstra temor. Alguns bairros da capital, onde é esperada uma maior concentração de militantes, comerciantes não descartam a possibilidade de manter as lojas fechadas. Em alguns shoppings, a segurança será reforçada.

O juiz Sergio Moro, na página do Facebook de sua mulher, Rosangela Moro (“Eu Moro com ele”) gravou e postou um vídeo no qual pede que pessoas não venham a Curitiba “nessa data”. Diz estar preocupado e quer evitar “confusão e conflito e, acima de tudo, que ninguém se machuque”.

 

São Paulo

Alvo de ações trabalhistas, Uber se une a Doria contra a greve geral

A empresa norte-americana, que segundo a Justiça trabalhista viola direitos no Brasil, apoia a iniciativa do prefeito tucano para contornar a paralisação
por Redação — publicado 27/04/2017 13h03
Cesar Ogata / Secom
João Doria

'O Brasil não é do mundo sindical, o Brasil é dos brasileiros', diz Doria em vídeo

Empresário, o prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), é contrário à greve geral convocada para a sexta-feira 28 por todas as centrais sindicais. O tucano acredita que a reforma da Previdência "não afeta ninguém” e que a trabalhista muda uma “legislação arcaica que prejudica a todos”. Ambas as propostas, bandeiras do governo Temer, que aposta nelas para manter o apoio dos agentes econômicos e da grande imprensa, são alvo do protesto de sexta-feira.

Na campanha contra a manifestação, Doria fez uma convocação aos funcionários públicos da Prefeitura de São Paulo. Em vídeo divulgado pelas redes sociais, disse que "dia 28 é dia de trabalho" e que "só não trabalha quem não quer". Segundo ele, a maneira correta de protestar é depois do expediente ou aos fins de semana. Assim, prometeu Doria, ele vai cortar o ponto de quem faltar na sexta-feira – uma decisão que provavelmente será questionada na Justiça se for mesmo levada a cabo.

Para garantir a efetividade de sua estratégia contra as manifestações, que pedem a proteção aos direitos dos trabalhadores, Doria ganhou um aliado de peso – a Uber, empresa norte-americana que responde a diversos processos no Brasil por violação de direitos trabalhistas. Neste ano, em Belo Horizonte e em São Paulo, a Justiça Trabalhista reconheceu vínculo entre os motoristas que aderiram ao serviço e a companhia. A Uber questiona as decisões.

No fim da gravação direcionada aos servidores, Doria promete fornecer corridas gratuitas em aplicativos de transporte para aqueles que tiverem dificuldade de chegar aos locais de trabalho. "Você que é servidor público vai receber uma mensagem até amanhã, indicando o serviço de aplicativo que você vai poder utilizar gratuitamente".

O dinheiro, diz Doria, não sairá dos cofres da prefeitura, mas de mais uma das diversas doações que recebe de empresas privadas. Além da Uber, vai contribuir com a campanha a brasileira 99Taxis, que tem diversos módulos de serviço, inclusive um semelhante ao da Uber. As duas companhias vão reembolsar os motoristas que prestarem serviço aos funcionários públicos municipais.

A decisão de Doria provocou a indignação do vereador Adilson Amadeu (PTB), ligado aos taxistas, que ameaça deixar a base de apoio ao prefeito tucano. "A Uber é uma empresa que atua na cidade sempre por meio de liminar. Como ele [Doria] fecha um acordo de doação com essas empresas desse jeito?", disse Amadeu ao jornal Folha de S.Paulo. "Além do mais, ele vai abrir o cadastro dos mais de 100 mil servidores para a Uber? Como se dará esse reembolso, de que maneira? Ele não explica", afirmou.

Direitos

Reforma trabalhista: como votaram os deputados

Prioridade do governo Michel Temer, projeto recebeu 296 votos favoráveis e 177 contrários
por Redação — publicado 27/04/2017 00h24, última modificação 27/04/2017 00h39
(Antonio Cruz/Agência Brasil)
plenario-trabalhista

Deputados da oposição se manifestaram contra a Reforma durante a votação.

O texto base da reforma trabalhista foi aprovado na noite da quarta-feira 26 depois de mais de 10 horas de discussões, rejeição de requerimentos e obstrução da oposição.

Ao fim da votação, 296 deputados federais aprovaram o texto base da proposta, contra 177 que votaram contra. Além do texto principal, há 17 destaques apresentados pelos partidos que ainda serão analisados.

Apenas PT, PSB, PDT, Solidariedade, PCdoB, PSOL, Rede e PMB orientaram sua bancadas a votar contra o texto apoiado pela base governista de Michel Temer.

Confira como votou cada um dos deputados federais:

 

ParlamentarUFVoto
DEM
Abel Mesquita Jr. RR Sim
Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Efraim Filho PB Sim
Eli Corrêa Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Sim
Felipe Maia RN Sim
Francisco Floriano RJ Sim
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Juscelino Filho MA Sim
Mandetta MS Sim
Marcelo Aguiar SP Sim
Marcos Rogério RO Sim
Marcos Soares RJ Sim
Mendonça Filho PE Sim
Misael Varella MG Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Norma Ayub ES Sim
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Pauderney Avelino AM Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Sim
Rodrigo Maia RJ Art. 17
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Vaidon Oliveira CE Sim
Total DEM: 30   
PCdoB
Alice Portugal BA Não
Chico Lopes CE Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Professora Marcivania AP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Total PCdoB: 9   
PDT
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Assis do Couto PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Dagoberto Nogueira MS Não
Deoclides Macedo MA Não
Félix Mendonça Júnior BA Não
Flávia Morais GO Não
Hissa Abrahão AM Não
Leônidas Cristino CE Não
Pompeo de Mattos RS Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 16   
PEN
Erivelton Santana BA Sim
Junior Marreca MA Sim
Walney Rocha RJ Não
Total PEN: 3   
PHS
Carlos Andrade RR Não
Dr. Jorge Silva ES Não
Givaldo Carimbão AL Não
Marcelo Aro MG Sim
Marcelo Matos RJ Sim
Pastor Eurico PE Não
Total PHS: 6   
PMB
Weliton Prado MG Não
Total PMB: 1   
PMDB
Alberto Filho MA Sim
Alceu Moreira RS Sim
Alexandre Serfiotis RJ Sim
Altineu Côrtes RJ Sim
André Amaral PB Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Não
Cícero Almeida AL Não
Daniel Vilela GO Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Elcione Barbalho PA Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Flaviano Melo AC Sim
Hildo Rocha MA Sim
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Sim
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Sim
João Marcelo Souza MA Sim
Jones Martins RS Sim
José Fogaça RS Não
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Sim
Kaio Maniçoba PE Sim
Laura Carneiro RJ Sim
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Lucio Vieira Lima BA Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marinha Raupp RO Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Moses Rodrigues CE Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Pedro Chaves GO Sim
Pedro Paulo RJ Sim
Rocha Loures PR Sim
Rodrigo Pacheco MG Sim
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Sergio Zveiter RJ Sim
Simone Morgado PA Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Valtenir Pereira MT Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Não
Vitor Valim CE Não
Wilson Beserra RJ Sim
Zé Augusto Nalin RJ Não
Total PMDB: 59   
PP
Adail Carneiro CE Sim
Afonso Hamm RS Não
Aguinaldo Ribeiro PB Sim
André Abdon AP Sim
André Fufuca MA Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Beto Salame PA Não
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Não
Eduardo da Fonte PE Não
Esperidião Amin SC Não
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fausto Pinato SP Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Franklin Lima MG Sim
Hiran Gonçalves RR Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
Jorge Boeira SC Não
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Maia Filho PI Sim
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Nelson Meurer PR Sim
Paulo Maluf SP Sim
Renato Andrade MG Não
Renato Molling RS Sim
Renzo Braz MG Sim
Ricardo Izar SP Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Rôney Nemer DF Não
Simão Sessim RJ Sim
Toninho Pinheiro MG Sim
Waldir Maranhão MA Sim
Total PP: 43   
PPS
Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Arthur Oliveira Maia BA Sim
Carmen Zanotto SC Não
Eliziane Gama MA Não
Luzia Ferreira MG Sim
Marcos Abrão GO Sim
Pollyana Gama SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Total PPS: 9   
PR
Adelson Barreto SE Não
Aelton Freitas MG Sim
Alfredo Nascimento AM Sim
Bilac Pinto MG Sim
Brunny MG Sim
Cabo Sabino CE Não
Cajar Nardes RS Sim
Capitão Augusto SP Sim
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Delegado Waldir GO Não
Edio Lopes RR Sim
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Carlos Araújo BA Sim
José Rocha BA Sim
Laerte Bessa DF Sim
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Magda Mofatto GO Sim
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Marcelo Delaroli RJ Sim
Marcio Alvino SP Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Sim
Tiririca SP Não
Vicentinho Júnior TO Sim
Vinicius Gurgel AP Sim
Zenaide Maia RN Não
Total PR: 35   
PRB
Alan Rick AC Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Beto Mansur SP Sim
Carlos Gomes RS Sim
Celso Russomanno SP Sim
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Sim
Dejorge Patrício RJ Não
Jony Marcos SE Não
Lincoln Portela MG Não
Lindomar Garçon RO Sim
Marcelo Squassoni SP Sim
Márcio Marinho BA Sim
Pastor Luciano Braga BA Sim
Roberto Alves SP Sim
Ronaldo Martins CE Não
Rosangela Gomes RJ Sim
Silas Câmara AM Sim
Vinicius Carvalho SP Sim
Total PRB: 19   
PROS
Eros Biondini MG Não
Felipe Bornier RJ Não
Odorico Monteiro CE Não
Ronaldo Fonseca DF Não
Toninho Wandscheer PR Sim
Total PROS: 5   
PRP
Nivaldo Albuquerque AL Sim
Total PRP: 1   
PSB
Átila Lira PI Sim
Bebeto BA Não
Danilo Cabral PE Não
Danilo Forte CE Sim
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Não
Gonzaga Patriota PE Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Janete Capiberibe AP Não
JHC AL Não
João Fernando Coutinho PE Sim
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Não
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Não
Luana Costa MA Não
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Sim
Maria Helena RR Sim
Marinaldo Rosendo PE Sim
Paulo Foletto ES Sim
Rafael Motta RN Não
Rodrigo Martins PI Sim
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Valadares Filho SE Não
Total PSB: 30   
PSC
Andre Moura SE Sim
Arolde de Oliveira RJ Sim
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Gilberto Nascimento SP Sim
Irmão Lazaro BA Não
Jair Bolsonaro RJ Sim
Júlia Marinho PA Não
Pr. Marco Feliciano SP Sim
Professor Victório Galli MT Sim
Takayama PR Sim
Total PSC: 10   
PSD
André de Paula PE Sim
Antonio Brito BA Não
Átila Lins AM Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Sim
Delegado Éder Mauro PA Sim
Domingos Neto CE Sim
Edmar Arruda PR Sim
Evandro Roman PR Sim
Expedito Netto RO Não
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Não
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
Jefferson Campos SP Sim
João Paulo Kleinübing SC Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Nunes BA Não
Júlio Cesar PI Sim
Marcos Montes MG Sim
Marcos Reategui AP Sim
Paulo Magalhães BA Sim
Raquel Muniz MG Sim
Reinhold Stephanes PR Sim
Rogério Rosso DF Sim
Rômulo Gouveia PB Sim
Sandro Alex PR Sim
Stefano Aguiar MG Não
Thiago Peixoto GO Sim
Victor Mendes MA Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 34   
PSDB
Adérmis Marini SP Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Araújo PE Sim
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Sim
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Fábio Sousa GO Sim
Geovania de Sá SC Não
Geraldo Resende MS Sim
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci Lucas DF Sim
Izaque Silva SP Sim
João Paulo Papa SP Sim
Jutahy Junior BA Sim
Lobbe Neto SP Sim
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Sim
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Mariana Carvalho RO Sim
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Padovani PR Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Sim
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Sim
Ricardo Tripoli SP Sim
Rodrigo de Castro MG Sim
Rogério Marinho RN Sim
Shéridan RR Sim
Silvio Torres SP Sim
Vanderlei Macris SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Yeda Crusius RS Sim
Total PSDB: 44   
PSL
Alfredo Kaefer PR Sim
Dâmina Pereira MG Não
Total PSL: 2   
PSOL
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Glauber Braga RJ Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Luiza Erundina SP Não
Total PSOL: 6   
PT
Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D´Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
Henrique Fontana RS Não
João Daniel SE Não
Jorge Solla BA Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Nelson Pellegrino BA Não
Nilto Tatto SP Não
Padre João MG Não
Patrus Ananias MG Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Pepe Vargas RS Não
Reginaldo Lopes MG Não
Robinson Almeida BA Não
Rubens Otoni GO Não
Ságuas Moraes MT Não
Valmir Assunção BA Não
Valmir Prascidelli SP Não
Vander Loubet MS Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Wadih Damous RJ Não
Waldenor Pereira BA Não
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca do Pt MS Não
Total PT: 56   
PTB
Adalberto Cavalcanti PE Sim
Alex Canziani PR Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Benito Gama BA Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Não
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Sim
Paes Landim PI Sim
Pedro Fernandes MA Sim
Ronaldo Nogueira RS Sim
Sabino Castelo Branco AM Não
Sérgio Moraes RS Não
Wilson Filho PB Sim
Total PTB: 17   
PTdoB
Cabo Daciolo RJ Não
Luis Tibé MG Sim
Rosinha da Adefal AL Não
Silvio Costa PE Não
Total PTdoB: 4   
PTN
Ademir Camilo MG Não
Alexandre Baldy GO Sim
Aluisio Mendes MA Sim
Antônio Jácome RN Não
Bacelar BA Não
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Dr. Sinval Malheiros SP Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Jozi Araújo AP Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Não
Renata Abreu SP Sim
Ricardo Teobaldo PE Sim
Total PTN: 12   
PV
Antonio Carlos Mendes Thame SP Sim
Evair Vieira de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Sim
Leandre PR Sim
Roberto de Lucena SP Não
Uldurico Junior BA Não
Total PV: 6   
REDE
Alessandro Molon RJ Não
Aliel Machado PR Não
João Derly RS Não
Miro Teixeira RJ Não
Total REDE: 4   
Solidariede
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Sim
Aureo RJ Não
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Não
Delegado Francischini PR Não
Laercio Oliveira SE Sim
Laudivio Carvalho MG Não
Lucas Vergilio GO Sim
Major Olimpio SP Não
Paulo Pereira da Silva SP Não
Wladimir Costa PA Sim
Zé Silva MG Não
Total Solidaried: 13 

Governabilidade

Ministro da Justiça admite que entregou a Funai ao PSC

A autarquia é subordinada ao MJ, mas Osmar Serraglio diz desconhecer seus rumos pois o responsável por ela é o deputado André Moura, líder do governo
por Redação — publicado 24/04/2017 15h59, última modificação 24/04/2017 16h04
Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Osmar Serraglio

Serraglio: o ministro da Justiça entregou a Funai

O toma lá, dá cá, a entrega de cargos ou dinheiro públicos em nome da governabilidade, chegou a um novo patamar com o governo Michel Temer. Ao menos no que diz respeito à nitidez com que é realizada.

Depois da revelação de que o Planalto pretende comprar o apoio de parlamentares à reforma da Previdência por meio da compra de publicidade em veículos de imprensa selecionados pelos congressistas, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, admitiu que não controla a Fundação Nacional do Índio (Funai), subordinada a sua pasta.

Na sexta-feira 20, reportagem de CartaCapital revelou que Antonio Fernandes Toninho Costa, o Toninho Costa, presidente da Funai, está esperando há alguns dias ser demitido por Serraglio

O motivo é a pressão que Costa tem recebido para nomear apadrinhados políticos do PSC, partido que o indicou ao cargo. O principal responsável seria o deputado André Moura (PSC-SE), atual líder do governo no Congresso e investigado por tentativa de homicídio no Supremo Tribunal Federal.

Desde que foi nomeado, em janeiro deste ano, Costa teria recebido pedidos de Moura para que colocasse 25 aliados políticos em cargos estratégicos e de gestão na Funai. Como as nomeações não foram feitas, Moura teria ameaçado retirar Toninho Costa do cargo e afirmado ainda que o cargo é dele.

Horas depois, em declaração ao jornal O Estado de S.Paulo, Osmar Serraglio confirmou. “Não estou sabendo de demissão. Vi pela imprensa que ele seria demitido. Na verdade, a Funai é do PSC, do André Moura”, afirmou Serraglio, acrescentando que a decisão caberia ao deputado. “Se ele [Moura] mandar exonerar… Depende dele lá. Se for exonerado, é do ajuste da base”, disse. Ainda segundo o ministro da Justiça, ele não faz ideia de quem substituirá Costa em caso de demissão. “Não sei quem vem aí, nem se vem”.

Serraglio foi nomeado ministro da Justiça em 23 de fevereiro. Antes, era deputado federal pelo PMDB-PR, ao lado de André Moura. Juntos, ambos faziam parte da tropa de choque de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), artífice do impeachment de Dilma Rousseff que acabou cassado pela Câmara e hoje está preso pela Operação Lava Jato.

Serraglio, por sua vez, também pode se complicar na Justiça. Chamado de "velhinho que está conosco" por fiscal presa pela PF na Operação Carne Fraca, Serraglio atuou para proteger outro fiscal preso na Carne Fraca, este apontado como líder da quadrilha e chamado pelo próprio Serraglio de grande chefe

Até a publicação desta nota, Costa seguia na presidência da Funai.

Mérito Militar

Moro e Temer: outra foto para a história

O juiz da Lava Jato foi condecorado pelo Exército, assim como o peemedebista, destaque nas delações da Odebrecht. General denuncia "aguda crise moral"
por Redação — publicado 19/04/2017 13h51, última modificação 19/04/2017 13h59
Pedro Ladeira / Folhapress
Sergio Moro e Michel Temer

Moro e Temer: juiz barrou perguntas de Cunha que podem revelar casos de corrupção

O juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em primeira instância e visto como bastião da moralidade pelos manifestantes que desde 2015 vão às ruas "contra a corrupção", se encontrou nesta quarta-feira 19 com uma das estrelas das delações premiadas da Odebrecht, o presidente Michel Temer. Ambos receberam em Brasília a Ordem do Mérito Militar, condecoração entregue pelo Exército como parte das cerimônias comemorativas do Dia do Exército.

Sorrindo, o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba cumprimentou Temer, que fez questão de encontrá-lo, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Ainda de acordo com a publicação, eles não conversaram e não se sentaram próximos. 

Como juiz de primeira instância, Moro não tem qualquer jurisdição sobre Temer. As histórias dos dois se entrelaçaram, entretanto, por conta de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado.

Ao apresentar sua defesa à Justiça Federal de Curitiba, em novembro de 2016, Cunha elencou uma série de 41 perguntas a Temer, a quem arrolou como testemunha. Moro barrou, entretanto, 21 dessas questões, por considerá-las inapropriadas ou sem pertinência com o caso de Cunha. 

Em dezembro, uma denúncia envolvendo José Yunes, então assessor especial do gabinete pessoal de Temer, mostrou as razões de Cunha. Yunes teria recebido dinheiro vivo em seu escritório de advocacia, que seria propina ao grupo político de Temer, segundo um delator da Odebrecht. Três das 21 perguntas barradas por Moro tratavam sobre Yunes.

Mais recentemente, em fevereiro, Mor negou liberdade a Cunha alegando, entre outras coisas, que com as perguntas o deputado cassado estaria tentando chantagear Temer. "Não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para essa finalidade", escreveu o magistrado.

Oito ministros de Temer figuram na lista de Fachin, mas ele não consta. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu não investigar Temer, alegando que o cargo o protege de ações a respeito de eventuais crimes cometidos antes de sua posse. Ainda assim, o peemedebista é protagonista nas delações da Odebrecht.

Em seu escritório político em São Paulo e nPalácio do Jaburu, Temer teria sediado segundo os delatores encontros que renderam a seu grupo, respectivamente, 40 milhões de dólares em 2010, cerca de 70,4 milhões de reais à época, e 10 milhões de reais em 2014: mais de 80 milhões. No primeiro caso, os delatores falam em "pura propina". 

Sergio Moro e Luciano Huck
Moro ao lado de Luciano Huck. Apresentador da Globo também foi agraciado com a Ordem do Mérito Militar

Durante a cerimônia do Exército, nesta quarta-feira 19, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, disse que o Brasil vive uma “aguda crise moral” por causa dos “incontáveis escândalos de corrupção”.

“A aguda crise moral expressa em incontáveis escândalos de corrupção nos compromete o futuro. A ineficiência nos retarda o crescimento. A ausência de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada, e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora”, afirmou. 

Segundo Villas Bôas, a atual crise “fere gravemente a alma da nossa gente”, além de ameaçar a identidade nacional e o projeto de nação do País. “Interesses pessoais e corporativos estão sobrepostos ao interesse nacional”, disse ao destacar que "não há atalhos fora da Constituição". "O país, seu povo e seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação”, acrescentou.

A Ordem do Mérito Militar é destinada a civis, militares e estrangeiros que tenham prestado “notáveis serviços ao país” ou que tenham prestado “relevantes serviços” ao Exército, a organizações militares ou a instituições civis que tenham se tornado “credoras de homenagem especial” do Exército. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a honraria em 2003 e a ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2007.

*Com informações da Agência Brasil

Música

TV Cultura censura a banda Aláfia por crítica a Doria e Alckmin

A apresentadora do programa Cultura Livre e os músicos afirmam que a edição fere os princípios da liberdade de expressão
por Redação — publicado 18/04/2017 19h00
Reprodução/Instagram/Roberta Martinelli
Aláfia

A banda Aláfia no programa Cultura Livre

“Liga nas de cem que trinca
Nas pedra que brilha
Na noite que finca as garra
SP é fio de navalha
O pior do ruim
Doria, Alckmin
Não encosta em mim playboy
Eu sei que tu quer o meu fim”

Este é um trecho da música "Liga nas de cem", da banda Aláfia, da forma como foi cantada no programa Cultura Livre, da TV Cultura, nesta quarta-feira 12.

Quando o programa foi ao ar, para a surpresa dos músicos, o trecho que menciona o prefeito João Doria (PSDB-SP) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi sutilmente retirado por meio de edição. 

Em sua rede social, a Aláfia emitiu uma nota nesta segunda-feira 17 criticando o ocorrido. "Sabemos que essa atitude não é natural do programa Cultura Livre, e imaginamos que também estejam indignados com essa decisão da TV Cultura em vetar nossa fala. Nos posicionamos por nos sentirmos afetados e para que coletivamente não nos calemos diante dos abusos contra nossa liberdade de expressão".

A banda paulistana, formada em 2011, mistura rap, funk, MPB e toques do candomblé para construir críticas e reflexões sobre a política, a sociedade e o racismo no Brasil.

Ouça a música "Liga nas de cem". A crítica a Doria e Alckmin aparece nos segundos finais:

Roberta Martinelli, apresentadora do programa que recebe artistas para entrevistas e apresentações de música, também se pronunciou em sua rede social: "eu criei o programa em 2009 e sempre lutei pela liberdade na curadoria e para os artistas. Jamais censuraria qualquer tipo de posicionamento político, editaria ou tiraria vídeos do ar por motivo de livre manifestação", e conclui dizendo que "não existe semi liberdade".

 

A emissora não se pronunciou após a banda e a apresentadora do Cultura Livre se manifestarem. 

Operação Lava Jato

Lula é o alvo preferido do Jornal Nacional, mostra levantamento

Figuras ligadas ao PT tiveram alguns dos maiores períodos de exposição negativa após a divulgação da lista de Fachin
por Redação — publicado 18/04/2017 16h35, última modificação 18/04/2017 16h46
Paulo Pinto/Fotos Públicas
Lula

O Jornal Nacional dedicou 33 minutos a Lula

A lista de Fachin, divulgada na terça-feira 11, tomou conta dos noticiários de todo o País. Só o Jornal Nacional da Rede Globo, principal telejornal brasileiro, dedicou 4 horas, 24 minutos e 51 segundos de reportagens sobre o assunto até a edição desta segunda-feira 17.

Deste total, Lula (PT) foi o político mais mencionado, ocupando 33 minutos e 32 segundos do noticiário. A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) fica em segundo lugar, com 18 minutos e 7 segundos, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vem em seguida, com 16 minutos e 27 segundos. O levantamento foi realizado pelo site Poder360.

Os partidos políticos que tiveram maior tempo de exposição negativa foram PT, PMDB e PSDB, com uma hora e 24 minutos dedicados ao PT, partido com mais integrantes citados na lista, e 35 minutos aos outros dois.

O atual presidente da República, Michel Temer, que foi citado pelos delatores no contexto de conversas sobre uma possível propina de 40 milhões de dólares ao PMDB, mereceu apenas 5 minutos e 28 segundos no noticiário mais visto do País, incluindo a exibição do vídeo em que o peemedebista se defende. Temer não é alvo de investigação por usufruir de "imunidade parlamentar".

Confira a lista dos dez políticos que mais tiveram destaque nas reportagens do Jornal Nacional:

Lula (PT), ex-presidente, 33min e 32seg
Dilma Rousseff (PT), ex-presidente, 18min e 7seg
Aécio Neves (PSDB-MG), senador, 16min e 27seg
José Serra (PSDB-SP), senador, 9min 3 seg
Jaques Wagner (PT), ex-ministro, 7min 57seg
Aldemir Bendine (PT), ex-preseidente do BB, 7min e 7 seg
Michel Temer (PMDB), presidente, 5min e 28seg
Geraldo Alckmin (PSDB-SP), governador, 4min e 43seg
José Sarney (PMDB), ex-presidente, 4min e 4seg
Guido Mantega e Antonio Palocci (PT), ex-ministros, 3min 46seg

Eleições 2018

Luciano Huck, rival de Doria na corrida tucana ao Planalto em 2018?

Em meio à crescente especulação a respeito do prefeito de São Paulo, apresentador da Globo indica desejo de entrar na política
por Redação — publicado 30/03/2017 11h55, última modificação 30/03/2017 13h41
Reprodução / Facebook
Luciano Huck

Huck apoiou Aécio em 2014

Nome cada vez mais cotado para disputar a Presidência da República em 2018 pelo PSDB, o prefeito de São Paulo, João Doria Jr, pode ganhar um rival a altura na corrida pela vaga tucana ao Planalto. Em entrevista publicada nesta quinta-feira 30, o apresentador da Rede Globo Luciano Huck deixou aparente seu desejo de entrar na vida política.

Ao jornal Folha de S.Paulo, Huck disse que sua geração está pronta para ocupar os espaços de poder e que, diante do colapso da política nacional e da "crise ética", novas lideranças vão surgir. Como nomes de destaque de sua geração, Huck cita o novo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Pedro Faria, presidente da BRF, uma das empresas investigadas na Operação Carne Fraca da Polícia Federal. 

"Não dá para responder [se será candidato ao Planalto] na atual conjuntura. Falando seriamente, nossa geração chegou a um momento em que tem capacidade, saúde, força de trabalho, relevância, influência. Quem entrou na faculdade em 1990 está chegando agora aos espaços de poder. Faço parte desta geração", disse. Questionado sobre eventual apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ele tentou desconversar. "Temos que ver como vai ser o financiamento de campanha. Quem pode dar dinheiro para campanha de maneira legal."

Assim como Doria, Huck diz rejeitar ligações com a política institucional. Lembra que viajou o País "sem crachá político", pede espaço "para quem não está viciado em velhas práticas", mas reconhece, entretanto, que faz política, "fazendo televisão aberta no Brasil, com o poder que a Globo tem, trazendo boas histórias, dando opinião".

O apresentador diz com todas as letras que não é tucano, mas afirma acreditar que o ex-presidente FHC (PSDB) é "a cabeça mais moderna do Brasil", que é amigo do senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e diz ver Doria como "exemplo de ética e altruísmo". 

Para Huck, a forma de lidar com a polarização política no Brasil e "arrumar" o País "é se a gente conseguir fazer um pacto apartidário, que não tenha "revanchismo" ou "revolta". "Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa", diz Huck.

O nome de Doria tem crescido no PSDB por conta de sua popularidade em São Paulo, que destoa da forte reprovação experimentada por caciques tucanos. Segundo pesquisa Ipsos divulgada também nesta quinta-feira 30 pelo jornal O Estado de S.Paulo, Aécio é o campeão de rejeição (74%), seguido pelo também senador José Serra (SP), com 70%, e por FHC e Geraldo Alckmin, com 67%. Oficialmente, Doria defende o nome de Alckmin, seu padrinho político, para o Planalto em 2018.