Parlatório

Lava Jato chega ao Ministério do Planejamento

Alvo é o advogado e ex-vereador de São Paulo pelo PT Alexandre Romano; PF cumpre outros 10 mandados de busca e apreensão

Ex-vereador do PT foi preso no aeroporto de Congonhas e encaminhado para a sede da PF em Curitiba
Ex-vereador do PT foi preso no aeroporto de Congonhas e encaminhado para a sede da PF em Curitiba
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira 13, a 18ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Pixuleco 2”, que investiga arrecadação de valores indevidos em contratos com o Ministério do Planejamento. Policiais federais cumprem, desde o início do dia, um mandando de prisão e 10 de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Curitiba.

Esta etapa é uma continuidade da operação anterior, que prendeu o ex-ministro José Dirceu. O alvo é o advogado e ex-vereador de São Paulo pelo PT Alexandre Romano, que já foi detido pelos agentes da PF. Romano seria o operador que antecedeu Milton Pascowitch, agora delator da Lava Jato. A prisão é temporária, com prazo de cinco dias prorrogáveis por mais cinco. O político foi preso no aeroporto de Congonhas, quando embarcava para uma viagem. O ex-vereador será levado para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, a operação mira um operador acusado de conseguir ilicitamente 50 milhões de reais junto ao Planejamento. As irregularidades foram descobertas na fase anterior. A prova seria o recebimento de valores por meio de uma empresa de fachada. O nome de “Pixuleco” foi escolhido em alusão ao termo utilizado pelos acusados para denominar a propina recebida em contratos.

Essa é mais um desdobramento da operação, que também já alcançou negócios envolvendo outros órgãos e ministérios do governo, como a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde. Recentemente, a Eletronuclear, estatal subsidiária da Eletrobras responsável por lidar com a energia nuclear e as usinas brasileiras em Angra dos Reis (RJ), foi a atingida. O principal alvo da operação, nomeada Radioatividade, foi o vice-almirante da Marinha Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, preso no fim de julho. A Lava Jato também já deflagrou investigações na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde. 

CartaCapital
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