Diálogos da Fé
Blog dedicado à discussão de assuntos do momento sob a ótica de diferentes crenças e religiões
Diálogos da Fé
Muçulmanas também dizem não a Bolsonaro
A situação dos imigrantes, já ruim, tende a piorar
Um grupo de irmãs cariocas empoderadas de seus hijabs e carregando um cartaz com os dizeres “muçulmanos contra o fascismo” participou da marcha contra a ameaça racista e machista, islamofóbica e anti-Palestina representada pelo candidato Jair Bolsonaro.
Como parte da comunidade islâmica, viemos expressar nossa revolta e repulsa a este programa antipovo que não aponta nenhuma solução para a situação da maioria da população que vive um imenso colapso social, com perdas de direitos, conquistas sociais ameaçadas e falta de democracia.
Bolsonaro se declara inimigo dos índios, negros, mulheres e de todas as minorias.
Não vamos nos adaptar a regras escritas por um fascista que discursa na Hebraica e defende o Estado de Israel.
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Em um de seus piores discursos, Bolsonaro ofende os refugiados chamando-os de vagabundos. Diz que, se eleito, extinguirá os serviços públicos como saúde e educação para refugiados, não permitirá que abram contas em bancos e não deixará que estrangeiros pobres entrem sequer no Brasil.
Ou seja, se a política imigratória está ruim, no governo atual, ela iria piorar ainda mais.
Nós mulheres muçulmanas também antevemos que, caso este opressor ganhe, desate uma onda islamofóbica e possa nos proibir de usar o véu e de praticar a nossa fé.
Por sermos trabalhadoras brasileiras, muitas convertidas e muitas imigrantes, compreendemos o quanto é grave a ameaça de um opressor amigo do sionismo ganhar as eleições no Brasil.
Isso seria uma tragédia, por isso nos unimos em grupos que resistem de sul a norte do Pais, frente esta conjuntura de polarização social causadas pelas eleições. Ele não.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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