Justiça

Sem citar Fachin, Dino questiona promessa de fim do Inquérito das Fake News

‘Problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos’, disse o ministro

Sem citar Fachin, Dino questiona promessa de fim do Inquérito das Fake News
Sem citar Fachin, Dino questiona promessa de fim do Inquérito das Fake News
Ministro Flávio Dino na sessão plenária do STF Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, questionou neste domingo 6 a promessa do presidente do STF, Edson Fachin, de acabar com o Inquérito das Fake News, processo sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. “É possível a um julgador, qualquer que seja ele, ‘prometer’ o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?“, afirmou, sem citar o colega de Corte.

O ministro ainda adicionou que, pessoalmente, é a favor da conclusão de inquéritos. “Até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é “tramitação longa”? Opiniões pessoais ? Ou critérios legais e regimentais?”.

Sem mencionar diretamente a tensão no STF protagonizada por André Mendonça e Moraes, Dino disse que “problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais”, disse em uma publicação nas redes sociais.

A publicação acontece dois dias após Fachin afirmar que o encerramento do processo seria uma medida “urgente”. “Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do Inquérito das Fake News e a modernização do sistema de Justiça.”

Moraes utilizou o inquérito para solicitar à Polícia Federal um relatório de inteligência sobre pedidos de apuração contra ministros da Corte. Na sequência, requisitou a abertura de uma investigação contra André Mendonça por usurpação de funções nos casos do Banco Master e do INSS.

Veja a íntegra da publicação de Dino:

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