Justiça

Dino suspende julgamento no STF sobre proibição de jogos de azar

O ministro justificou que mais tempo é necessário para esclarecer os eventuais efeitos de uma decisão sobre este tema nas bets

Dino suspende julgamento no STF sobre proibição de jogos de azar
Dino suspende julgamento no STF sobre proibição de jogos de azar
O ministro do STF Flávio Dino. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista nesta quinta-feira 6 e suspendeu o julgamento na Corte que analisa se a proibição da exploração de jogos de azar, prevista em lei de 1941, contraria o princípio da livre iniciativa e as liberdades fundamentais previstas na Constituição de 1988.

Dino justificou que mais tempo é necessário para esclarecer os eventuais efeitos de uma decisão sobre este tema nas apostas de quota fixa, as chamadas bets. “Se jogo de azar é contravenção, bet também é? Temos que explicar isso. Estamos tratando de jogos de azar, menos bets? Por quê? Isso é importante para a compreensão”, disse.

A suspensão do julgamento aconteceu após o relator, ministro Luiz Fux, votar pela validade da contravenção penal que proíbe a exploração de jogos de azar.

Caso analisado

Segundo o artigo 50 da Lei das Contravenções Penais, explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público é contravenção penal sujeita à pena de prisão simples, de três meses a um ano, e multa.

O recurso foi apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais no estado que absolveu uma pessoa que explorava caça-níqueis em um bar no Município de São Leopoldo.

Para a Turma Recursal, a partir da Constituição Federal de 1988, a exploração de jogos deixou de ser classificada como contravenção, pois contraria o princípio das liberdades individuais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo