Justiça

Fachin apresenta regras de integridade no Judiciário ao Conselho Nacional de Justiça

Os conselheiros terão 60 dias para analisar a proposta, que não inclui os ministros da Suprema Corte

Fachin apresenta regras de integridade no Judiciário ao Conselho Nacional de Justiça
Fachin apresenta regras de integridade no Judiciário ao Conselho Nacional de Justiça
Foto: Gustavo Moreno/CNJ
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O presidente do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin, apresentou nesta terça-feira, 4, uma minuta para prevenir e administrar conflitos de interesse no Poder Judiciário. A proposta estabelece parâmetros para magistrados e servidores, mas não alcança os ministros do Supremo Tribunal Federal.

“O propósito dessa iniciativa é fortalecer uma cultura de integridade baseada na transparência e na autorregulação responsável”, afirmou Fachin durante a apresentação.

Pelo texto, os tribunais deverão adotar mecanismos preventivos para situações envolvendo participação em congressos, seminários e outros eventos, além do recebimento de benefícios ou vantagens. A norma também abrange relações econômicas, societárias ou profissionais relevantes e o uso de informações não públicas obtidas em razão do cargo.

Magistrados e servidores deverão observar critérios de transparência, independência e prevenção de conflitos de interesse ao avaliar convites para eventos. O recebimento de presentes, cortesias e benefícios, por sua vez, deverá respeitar os princípios da impessoalidade, da prudência e da preservação da independência funcional.

A resolução propõe ainda que os tribunais incorporem a prevenção de conflitos de interesse a seus programas de integridade e gestão de riscos. Cada corte deverá designar uma instância responsável pela implementação e pelo acompanhamento das medidas previstas.

Segundo Fachin, o dispositivo ajudará a “consolidar a ética como cultura institucional”.

O ministro, que também preside o STF, tentou aprovar no início de sua gestão um código de ética para os integrantes da Suprema Corte, mas encontrou resistência entre os próprios colegas.

A proposta não avançou e permanece no gabinete da ministra Cármen Lúcia, responsável pela elaboração do relatório que será submetido ao plenário do Supremo. No CNJ, os conselheiros terão 60 dias para analisar a minuta.

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