Justiça

Flávio diz ao STF que Lula voltou a chamá-lo de ‘traidor da pátria’ e a citar enforcamento

Em junho, o senador já havia provocado a Corte por declarações do presidente

Flávio diz ao STF que Lula voltou a chamá-lo de ‘traidor da pátria’ e a citar enforcamento
Flávio diz ao STF que Lula voltou a chamá-lo de ‘traidor da pátria’ e a citar enforcamento
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Sérgio Lima/AFP
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A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma nova peça no âmbito de uma notícia-crime protocolada em junho contra o presidente Lula (PT) por supostas práticas de incitação ao crime e ameaça. O relator é o ministro Kassio Nunes Marques.

O pano de fundo das acusações é uma declaração proferida em 2 de junho, durante a inauguração do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO). A defesa de Flávio alega que Lula “instigou os ouvintes a cometerem o crime de homicídio por enforcamento contra o senador”.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer, em alto e bom som: são traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”, disse o petista na ocasião.

A declaração ocorreu no contexto da imposição de tarifas contra produtos brasileiros pelos Estados Unidos. A taxação ocorreu logo após visitas de Flávio, do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo a Donald Trump, na Casa Branca.

Lula voltou a fazer comentários semelhantes durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, em 20 de julho. “Antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é uma coisa muito grave. E hoje nós temos não um, nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil.”

A defesa de Flávio argumenta que as manifestações do presidente têm “potencialidade lesiva” e que não se trata de “mera metáfora histórica despretensiosa”.

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