Justiça

Apelação de Bolsonaro contra inelegibilidade pelo TSE segue parada na mesa de Fux

Mesmo na improvável hipótese de o STF acolher o recurso, o ex-capitão seguiria longe das urnas

Apelação de Bolsonaro contra inelegibilidade pelo TSE segue parada na mesa de Fux
Apelação de Bolsonaro contra inelegibilidade pelo TSE segue parada na mesa de Fux
Chegada de Jair Bolsonaro à prisão domiciliar. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles/AFP
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A cantilena conspiratória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o sistema eleitoral brasileiro repetiu o modus operandi que levou à inelegibilidade do pai do senador, Jair Bolsonaro (PL). O conduta do ex-presidente resultou em uma condenação no Tribunal Superior Eleitoral, contra a qual há uma apelação no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Luiz Fux.

Em junho de 2023, o TSE sentenciou Jair a oito anos longe das urnas por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação devido a uma agenda de julho de 2022 na qual reuniu embaixadores estrangeiros para disseminar fake news sobre as urnas eletrônicas.

O ex-capitão recorreu ao STF, mas a última movimentação do processo ocorreu em 13 de março de 2025 — foi apenas o encaminhamento dos autos a Fux após uma intimação da Procuradoria-Geral da República no ano anterior.

Jair acionou o Supremo em dezembro de 2023, mas o processo pouco andou. O único desenvolvimento relevante foi a decisão do ministro Cristiano Zanin de se declarar impedido para julgar o caso, uma vez que foi advogado do presidente Lula (PT) em ações semelhantes contra Bolsonaro no TSE.

Ainda que o STF, em um cenário improvável, revertesse a inelegibilidade de Bolsonaro por sua primeira condenação no TSE, o ex-presidente continuaria impossibilitado de concorrer. Ainda em 2023, a Justiça Eleitoral o considerou culpado em outra ação por abuso de poder, neste caso devido às cerimônias do 7 de Setembro de 2022.

O principal obstáculo para Jair Bolsonaro, contudo, é a sentença no STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado. Com base na Lei da Ficha Limpa, um condenado por decisão judicial colegiada fica impedido de disputar as eleições por oito anos após o cumprimento da pena.

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